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Islamização da Europa

Segunda-feira, 30.08.10

Em visita a Roma, para assinalar o 2º aniversário do tratado italo-líbio – assinado a 30 de Agosto de 2008 em Benghazi (Líbia) – que pôs fim ao contencioso colonial, Muammar Kadhafi defendeu hoje, perante uma plateia de 500 mulheres – contratadas e pagas para assistirem ao evento – que o Islão se torne "a religião de toda a Europa". A iniciativa não foi pacífica e o eurodeputado Mário Borghezio, da Liga do Norte (aliada de Berlusconi), manifestou a sua preocupação com "as declarações de Kadhafi que evidenciam um perigoso projecto de islamização da Europa". A reacção mais acertada, porém, proveio do líder da União Democrata Cristã, Rocco Buttiglione, que se limitou a constatar, de forma irónica, que se fosse à Líbia tentar persuadir muçulmanos a converterem-se ao cristianismo, não regressaria inteiro. E aproveitou para expressar o seu desagrado pelo facto do PM, Silvio Berlusconi, que representa uma direita pouco recomendável e pouco frequentável, não ter protestado contra o comportamento de Khadafi. Este facto ilustra-nos, simultaneamente, a essência da riqueza e da fraqueza civilizacional da Europa – o seu espírito tolerante, aberto e ecuménico que chega ao ponto de acolher e respeitar, inclusivamente, aqueles que pretendem atentar contra os nossos valores e os nossos princípios. A prudência e o pragmatismo, porém, talvez aconselhem a prestar atenção redobrada a este tipo de declarações. Porque as mesmas não costumam ser inconsequentes.

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publicado por Joao Pedro Dias às 23:59


3 comentários

De Pedro a 31.08.2010 às 09:29

Bom dia,

O Diário de um europeu está em destaque nos Blogs do SAPO, em http://blogs.sapo.pt

Parabéns e boa continuação!

Pedro

De Carlos Pinto Coelho a 01.09.2010 às 09:41

Com devida vénio, transportei este acutilante comentário para a miunha página no Facebook. Com o título "No Regresso das Cruzadas". Grande abraço.

De porta-estandarte a 02.09.2010 às 22:45

Caro Professor João Pedro Dias!

Espero que não me leve a mal que tome a liberdade de comentar os seus posts que muito aprecio. A culpa de estar hoje aqui é do sapo que o tornou tão visível. Cederia à mesma tentação se tivesse encontrado antes este seu blog.

O Kadafi está a funcionar como uma espécie de ministro dos negócios estrangeiros da nação islâmica, que verdadeiramente não existe. A sua apreciação é correcta quando escreve "Este facto ilustra-nos, simultaneamente, a essência da riqueza e da fraqueza civilizacional da Europa – o seu espírito tolerante, aberto e ecuménico que chega ao ponto de acolher e respeitar, inclusivamente, aqueles que pretendem atentar contra os nossos valores e os nossos princípios."
Ele falou e foi-se embora, e está dito. E imagina que o "Sr" Berlusconi lhe prestou alguma atenção? Para ele o Sr. Kadafi não passa de um palerma, e até consigo imaginar o que dirá dele nos bastidores do evento. Mas para bom entendedor, diz o ditado, meia palavra basta. Kadafi não foi considerado um terrorista no passado? Pois é da mesma "raça" que os Jhiadistas do Ezebolah, do Amadinejad, dos Ayatolas, e dos imãs inflamados das mesquitas de Londres e Leeds e de Birmingham.
Sabe porque a Inglaterra ficou relativamente segura de atentados extremistas islâmicos? Deve saber! Porque autorizou, libertou de fiscalização e de sanções, a livre circulação de capitais de uns poucos de sheiks, que podiam oferecer simplesmente um boeing privado como presente.

Quanto à Europa ser islamizada, saiba que acredito eu, que ainda seremos obrigados a guardar a Sexta feira como dia santo, é assim que nostradamus fala da invasão entrada do sul. Talvez isso não sirva bem de referência. Mas uma coisa é certa se Kadafi diz isso suavemente, são como esforços diplomáticos para abrir as portas ao Sr. Amadinejad. Esse quando puder fará isso mesmo pelo poder das armas. Eles já têm muito boas experiências em cativar as populações do Líbano.

Essa é a verdadeira grande ameaça da Europa e do mundo não muçulmano. Não são bem os islamitas. São aqueles que lhes convem dar uma certa interpretação peculiar ao Corão.

Se nos colocássemos no lugar deles e munidos de uma parabólica, ficássemos a ver o que passa nos canais ocidentais, partindo da sua cultura, ficaríamos horrorizados com a decadência dos valores ocidentais. Portanto chegaríamos rapidamente à conclusão de que a culpa não é deles, é nossa. Deixamos os valores cristãos e quase nem sabemos o que isso significa ou representa, e a iniquidade abunda de tal forma livremente, que penso muitas vezes se não virão a ser eles uma extensão do braço e da justiça de Deus, para eliminar tanta libertinagem e insensatez.

Se vissem nos europeus ou ocidentais bons exemplos, não teriam qualquer forma de sustentar a sua cólera, ou se ainda assim tentassem o nosso discernimento seria claro, mas é precisamente em consequência o que falha aos líderes europeus, esse discernimento, que colocaria todas as coisas nos eixos.

Mas vamos lá ser tolerantes e ecuménicos. Isso é uma invenção dos decadentes líderes católicos que também não vêm um palmo à frente do nariz. Os islâmicos nem fazem a mínima ideia do que isso quer dizer.

Não me leve a mal.

bento


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