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A presidência inexistente da UE

Quarta-feira, 01.09.10

A presidência rotativa da UE está a ser desempenhada, neste semestre, pela Bélgica. Do que poucos se terão dado conta é que, desde 13 de Junho passado, há quase três meses, a Bélgica …... não tem governo! Governo legitimado, em pleno exercício de funções. Antes, está a ser governada por um executivo interino, de gestão, enquanto não toma posse um governo que emane do novo Parlamento. Entretanto, Elio Di Rupo, socialista francófono, prossegue a sua missão tentando convencer os partidos flamengos CD&V (cristão-democrata) e N-VA (nacionalista) a formarem uma maioria governamental. Se no plano interno se adivinham as consequências do impasse, no âmbito europeu é fácil perceber as consequências da ausência de uma política europeia definida e determinada capaz de dar à União os impulsos necessários e o rumo político que é suposto as presidências rotativas conferirem ao projecto europeu. E se pouco se tem notado o défice institucional descrito, isso não pode deixar de ser levado à conta do pouco critério em que é tida a própria União nos dias que correm. A que não pode deixar de se somar a ausência de actuação do Presidente permanente do Conselho Europeu e a inacção confrangedora de Lady Ashton – ambas figuras institucionais criadas pelo Tratado de Lisboa. É lamentável constatá-lo mas não é por isso que deixa de ser verdade.

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publicado por Joao Pedro Dias às 02:21


1 comentário

De porta-estandarte a 02.09.2010 às 22:14

Caro Professor!

A Europa como comunidade política nunca terá um carácter bem definido, porque os países mais ricos, nunca no actual sistema se submeterão a um Presidente europeu.
Basta rever as fotos de família para perceber quem é que manda na Europa.
Para mim a Europa é uma "espécie de federalismo" (impossível), continua a ser uma ideia dos que querem só umas coisas e de outros que só querem outras, (da qual ideia, o esforço máximo de todas as partes foi o tratado de Lisboa, amargo, indigesto, de ninguém em especial amado, excepto do Sr. Sócrates e pouco mais), e essa ideia de Europa não tem força a não ser como poder regulador, poder económico. A face mais conhecida do carácter da Europa viu-se no conflito dos Balcãs, do Iraque, da Palestina, do Irão, etc. etc., etc..
Em resumo a Europa é um grupo de burocratas ingénuos, naifs, sonhadores, egocentrista, individualistas, que querem coisas e que não sabem ao certo o que querem.
A Europa é como um conjunto de músicos agrupados, com uma pauta de folhas soltas(as presidências), que não chegam a saber tocar, e pior que tudo com vários maestros, ou seja sem maestro.
Vamos lá agora convencer a Alemanha e a França e a Inglaterra de que serão regidos por um governo supra nacional? Nem por sombras.
É a ideia de ser um mirror dos ESTADOS UNIDOS mas da América, porque aqui...francamente. Os únicos a safarem-se são os estados de lideranças fortes, os outros é para assistir ao jogo, e levar com umas boladas(as quotas), medidas proteccionistas do relvado, mas ficam a ver na bancada. Bem às vezes lá vão ao balneário nos intervalos ver se se consegue alguma coisinha, para as quotas do leite, mas das pescas não. O nosso mar é só para ir a banhos e apreciar os espanhóis a passarem ao largo.

Não me leve a mal.

Os meus cumprimentos,

bento

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