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No rescaldo das férias e do mês de Agosto....

Terça-feira, 04.09.07

Terminou o mês de Agosto e terminaram oficialmente as férias. Não foram, porém, dias de ausência de factos ou de notícias. Ao correr da pena e deixando a memória funcionar, alguns factos merecem um apontamento, ainda que breve:

  1. A Grécia ardeu e conheceu uma das mais trágicas tragédias dos tempos contemporâneos. A segurança nacional é, cada vez mais, um conceito mais abrangente e transversal que conhece novos contornos e obriga a redobradas atenções. E quanto maiores são as ameaças mais evidente resulta que face aos novos perigos que estão ao dobrar de cada esquina ameaçando as antigas soberanias, as posições autárcicas e isolacionistas fazem cada vez menos sentido. Os desafios novos com que as antigas soberanias se defrontam e se debatem só podem ser combatidos com reforçados esquemas de cooperação e colaboração internacional. A Grécia, este Verão, deu-nos mais um exemplo de como as soberanias isoladas são incapazes de defrontar os perigos e as ameaças cada vez mais transnacionais.
  2. A Europa, em Agosto, ficou mais pobre em termos das suas memórias e das suas vozes que eram ouvidas e escutadas. Cada um à sua maneira, Gasthon Thorn e Raymon Barre foram europeus de excelência e de eleição. Sem eles a Europa da União não seria hoje aquilo que é. Não interessa averiguar se seria melhor ou pior - certamente seria diferente. E esse é o traço distintivo de personalidade deixado pelas figuras de eleição que conseguem moldar e deixar a sua marca no seu tempo e no seu mundo.
  3. A Polónia volta a ameaçar trocar as voltas à presidência portuguesa da União. Desta feita é a convocação de eleições legislativas que ameaça a celeridade que Portugal quer incutir ao processo de elaboração do novo Tratado Reformador. Se não houver mudança significativa no panorama político-partidário de Varsóvia não será despropositado pensar que os governantes polacos poderão encontrar nesse reforço da sua legitimidade um argumento suplementar para tentarem reabrir dossiers já dados por encerrados e serem tentados a reabrir discussões a que (quase) ninguém (a começar pela Presidência) parece querer voltar.
  4. Cavaco Silva regressou às instituições europeias e discursou hoje perante o Parlamento Europeu. A mensagem é mais própria de um líder de executivo do que de um Chefe de Estado sem funções governativos. Como se admite que a mesma tenha sido concertada com o chefe de governo, foi uma importante caução de credibilidade que o Presidente da República deu ao seu Primeiro-Ministro. Em tempo de vetos políticos internos, nada melhor do que a sintonia em matéria europeia para acalmar ânimos mais exasperados.

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publicado por Joao Pedro Dias às 15:12






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