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Governo da Holanda demite-se após discórdia sobre medidas de austeridade

Segunda-feira, 23.04.12

A mais recente vítima política da crise económica e financeira internacional.

«Mark Rutte, primeiro-ministro holandês, apresentou a demissão do seu Executivo à Rainha Beatriz, depois de ter perdido o apoio de um dos partidos que apoiava o Governo, devido ao desacordo com a aplicação de mais medidas de austeridade. O Governo holandês confirmou hoje que apresentou a demissão à Rainha Beatriz, o que deverá resultar em eleições antecipadas no país, que enfrenta uma crise política devido à discórdia sobre a aplicação de medidas de austeridade. O pedido de demissão surgiu depois de no fim-de-semana o Governo ter perdido o apoio do Partido da Liberdade, liderado por Geert Wilders, que se mostrou indisponível para apoiar as medidas de austeridade que o primeiro-ministro pretende implementar. Mark Rutte pretende que as eleições antecipadas clarifiquem o Parlamento do país e que deste modo consiga garantir o apoio parlamentar para os cortes orçamentais adicionais que necessita de fazer, numa altura em que tenta afastar o país da crise da dívida soberana. As obrigações holandesas registaram hoje uma queda, no dia em que Rutte reuniu com o seu governo em Haia para discutir como irá aprovar no parlamento um plano de gastos que vá de encontro aos objectivos europeus, após o colapso das conversações orçamentais que ocorreram no fim-de-semana com a oposição. O primeiro-ministro já tinha alertado no dia 21 de Abril que as eleições antecipadas eram “um cenário óbvio” após o seu governo minoritário ter perdido o apoio do Partido da Liberdade (PVV), liderado por Geert Wilders. A queda do governo holandês irá complicar a implementação de reformas políticas no país da Zona Euro, numa altura em que a situação de Espanha está a gerar receios sobre os meios de combate da Europa à crise da dívida. O actual governo holandês irá actuar interino até às eleições, as quais deverão realizar-se em Setembro, de acordo com a Bloomberg. As eleições legislativas holandesas estavam previstas para Maio de 2015. As negociações entre o Partido Liberal (VVD) de Mark Rutte, os democratas-cristãos do CDA e o PVV de Wilders visavam realizar cortes que permitissem poupar 16 mil milhões de euros a incluir no orçamento do Estado de 2013 para que o país respeite as regras da zona euro em matéria de défice público. Geert Wilders recusou aprovar medidas que, sustentou, fariam reduzir grandemente o poder de compra dos holandeses. O partido de Wilders, eurocéptico e islamófobo, apoiava o governo no parlamento, contribuindo para assegurar uma maioria de 76 dos 150 deputados.» [Fonte]

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publicado por Joao Pedro Dias às 16:27






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