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Segunda-feira, 20.06.11

Os ministros das Finanças da zona euro fracassaram na madrugada de hoje as tentativas de desbloquear rapidamente uma parte da ajuda em curso para a Grécia, adiando a decisão para o início de Julho, depois do voto do plano de austeridade pelo parlamento de Atenas.

Em contrapartida, os Dezassete membros do euro chegaram a um acordo de princípio sobre “o necessário financiamento adicional” de Atenas no quadro de um novo plano de ajuda complementar daquele que vigora desde há um ano. Este financiamento adicional será conseguido “através de fontes tanto oficiais como privadas” e do “envolvimento voluntário do sector privado”, afirmaram os ministros numa declaração ontem emitida depois de uma reunião dedicada à crise grega, no Luxemburgo.

A participação dos privados será assegurada através de um rollover da dívida em resultado de acordos com os credores para a compra de novos títulos de dívida quando os que detém actualmente chegarem a termo. Isto, precisam os Dezassete, “evitando um default (incumprimento) selectivo” de Atenas.

Ao invés, e depois de longas horas de negociações que arrancaram ao princípio da noite de ontem, e ao contrário das expectativas iniciais, os ministros separaram-se depois das 2 horas da manhã sem um acordo sobre a libertação rápida de uma tranche de 12 mil milhões de euros para assegurar as necessidades imediatas de financiamento de Atenas. Esta seria a quinta tranche da ajuda de 110 mil milhões de euros decidida há um ano para a Grécia entre a zona euro e o FMI. De forma inesperada, os Dezassete decidiram adiar a decisão para o início de Julho, afirmando que os fundos serão libertados em meados desse mês.

Segundo Didier Reynders, ministro belga das Finanças, o adiamento resultou da falta de acordo. Isto, explicou, porque os Dezassete querem esperar pelo voto de confiança do parlamento grego ao governo e ao seu plano de austeridade que constitui a contrapartida a ajuda, e que decorrerá em princípio amanhã. Segundo Reynders, os seus pares também querem esperar pela definição do acordo completo sobre o segundo pacote de ajuda, que deverá representar entre 60 e 100 mil milhões de euros suplementares para assegurar o financiamento do país até 2014.

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publicado por Joao Pedro Dias às 18:34






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