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Três propostas de «eurobonds»

Quarta-feira, 23.11.11
«São três as propostas concretas apresentadas hoje pela Comissão Europeia para levar à prática a possibilidade de os Estados do euro emitirem dívida pública através de títulos europeus. Duas delas, as mais ambiciosas e com maior potencial de estabilização dos mercados, estarão condenadas a permanecer no quadro das (boas) intenções. Veja aqui quais são, os seus prós e contras.

São três as propostas concretas apresentadas hoje pela Comissão Europeia para levar à prática a possibilidade de os Estados do euro emitirem dívida públuca através de títulos europeus.

1- Financiamento integral
 


Os Estados deixariam de emitir títulos próprios e passariam a financiar-se integralmente através de obrigações europeias, garantidas solidariamente pelos países do euro. A sua emissão ficaria a cargo de uma Agência Europeia - um Tesouro europeu. 

A "yield" subjacente tenderia a aproximar-se da alemã, que é a mais baixa. É a opção mais radical, com maior potencial para estabilizar os mercados e travar a crise, mas também a que envolve maiores riscos de desincentivar os endividados a fazer poupanças e, nessa medida, a que maiores probabilidades tem de ser chumbada pela Alemanha. Exige também alterações (demoradas) aos Tratados, para reescrever a cláusula de "não-regaste". 

2 - Financiamento parcial

É em tudo idêntica à anterior, mas os Estados só poderiam usar obrigações europeias ("títulos azuis", com "yields" mais baixas") para financiar parte da sua dívida - é referido 60% do PIB, que reflecte o valor máximo "tolerado" pelos Tratados. 

A partir desse tecto, os Estados teriam de emitir obrigações próprias ("títulos vermelhos"). Impacto de estabilização dos mercados é menor, mas "moral hazard" também. Exige igualmente mudar Tratados. 

3 - Garantias parciais

Estados financiam-se com 'eurobonds' até a um determinado limite, mas, ao contrário da opção anterior, estes seriam apenas parcialmente garantidas pelos 17 países do euro, com base no respectivo peso. Fraco potencial de estabilização do mercado e de descida dos juros ("yields"). Grande vantagem é que poderia ser aplicada quase de imediato, sem exigir alterar os Tratados.» [Fonte]

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publicado por Joao Pedro Dias às 14:39






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