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Ex-chanceler Schmidt acusa Governo alemão de visitar mais o Médio Oriente do que Lisboa ou Atenas

Domingo, 04.12.11

Outra das vozes de ontem que devem ser ouvidas e escutadas hoje. E que, à semelhança das anteriores que se têm feito ouvir (Kohl, Delors...) é implacável para com a política europeia de Merkel. Como não é possível estarem todos enganados ao mesmo tempo, a prudência mandaria escutar os seus conselhos e aprender com os seus ensinamentos...

 

"O ex-chanceler alemão Helmut Schmidt (SPD) criticou neste domingo o actual ministro dos Negócios Estrangeiros, Guido Westerwelle (liberal, FDP), de “visitar mais vezes o Médio Oriente do que Lisboa ou Atenas”, apelando a mais solidariedade de Berlim para os parceiros europeus. Schmidt tem discordado frontalmente da política europeia da chanceler Angela Merkel (CDU) e atribui a chamada crise do euro à “conversa fiada” de jornalistas e políticos, fazendo uma clara profissão de fé na integração europeia. “Não podemos esquecer que a reconstrução da Alemanha após a guerra não teria sido possível sem o apoio dos parceiros ocidentais e, por isso, temos o dever histórico de mostrar solidariedade com outros países, o que se aplica especialmente à Grécia”, disse Schmidt num comício que antecedeu a abertura do congresso dos sociais-democratas (SPD), em Berlim, e em que participaram cerca de 9000 pessoas. Schmidt advertiu ainda contra eventuais demonstrações de força da Alemanha perante os parceiros europeus, afirmando que o nacionalismo alemão “causa sempre incómodo e preocupação nos vizinhos”. Na opinião do decano da política germânica que, aos 92 anos, continua a ser uma figura marcante da vida do país, a confiança na política alemã “sofreu danos, devido a erros na política externa e ao poder económico exercido” por Berlim. Se a Alemanha “cair na tentação de asumir um papel de liderança na Europa, os vizinhos vão defender-se cada vez mais”, advertiu Schmidt, que não usou da palavra nos últimos congressos do SPD, depois de, em 1998, ter apoiado abertamente a candidatura a chanceler de Gerhard Schroeder. “É fundamental para os interesses estratégicos que a Alemanha não fique isolada de novo”, acrescentou o economista que dirigiu os destinos da Alemanha entre 1974 e 1982. “Entretanto, sou um homem muito velho e a favor de uma completa integração porque se a União Europeia não conseguir actuar em conjunto alguns países ficarão marginalizados. E isso será muito perigoso porque atiçará os velhos conflitos entre a periferia e o centro da Europa”, sublinhou Schmidt." [Fonte]

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publicado por Joao Pedro Dias às 03:25






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