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Estilhaços de Bruxelas: coligação britânica dividida sobre resultado da cimeira europeia

Domingo, 11.12.11

"O vice-primeiro-ministro e líder dos liberais-democratas britânicos, Nick Clegg, criticou a actuação de David Cameron na última cimeira europeia, afirmando que o veto de Londres à revisão do Tratado de Lisboa é “mau para o Reino Unido” que poderá ficar “isolado e marginalizado” na União Europeia. Clegg, que logo após a cimeira se absteve de apontar o dedo ao líder conservador, decidiu hoje quebrar o silêncio, mostrando o quão graves podem ser para a coligação governamental as cedências feitas pelo líder conservador às posições dos seus deputados mais eurocépticos. “Estou amargamente desiludido com o resultado da cimeira desta semana, precisamente porque acredito que é um risco o Reino Unido ficar isolado e marginalizado dentro da UE”, afirmou o líder dos lib-dem, o mais pró-europeu dos partidos britânicos, numa entrevista à BBC. “Não creio que seja bom para o emprego, para a City ou qualquer outro lugar, não creio que seja bom para o crescimento ou para as famílias de Norte a Sul do país”, acrescentou Clegg, lembrando que a UE é o principal parceiro comercial e destinatário de 40 por cento das exportações britânicas. Após uma longa maratona negocial, Cameron usou o seu direito de veto – algo inédito desde a adesão do país à UE, em 1973 – para impedir que as regras que se destinam a garantir maior responsabilidade fiscal aos países da zona euro fossem incluídas no Tratado de Lisboa, obrigando assim todos os Estados-membros. Um acordo a 27 era visto como decisivo para demonstrar a seriedade do plano para salvar o euro, mas Cameron exigiu como contrapartida garantias de que a City londrina (responsável por dez por cento do PIB do país) poderia ser excluída das novas regras de regulação financeira que a UE pretende adoptar – uma condição que os restantes consideraram inaceitável. Perante o bloqueio britânico, os países da zona euro decidiram avançar para negociações com vista à adopção de um acordo intergovernamental, a que se juntaram depois os restantes nove Estados que não aderiram ao euro, deixando Londres isolado. De regresso a Londres, o líder conservador ouviu os aplausos da bancada conservadora e da imprensa eurocéptica – uma sondagem publicada hoje pelo "Mail on Sunday" revela que 62% dos britânicos aprovam a actuação de Cameron – mas tanto empresários como analistas económicos temem que este isolamento prejudique, mais do que salvaguarde, a economia britânica. E a actuação ameaça criar de novo fricções entre os dois partidos da coligação. Na entrevista desta manhã, Clegg lamentou a “intransigência” da França e do Reino Unido e admitiu que a pressão dos eurocépticos deixou Cameron “numa posição muito difícil”. No entanto, disse que para ele era “insustentável” vir a público defender o veto, tendo em conta as graves consequências que a decisão pode ter para o país." [Fonte]

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publicado por Joao Pedro Dias às 21:13






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