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Viktor Orbán cada vez mais isolado

Sexta-feira, 06.01.12

 

"O reforço das prerrogativas do Executivo e o enfraquecimento dos contrapoderes são criticados por uma parte da imprensa húngara e também na Europa. Num momento em que o país é atingido por uma crise financeira, que se agrava à medida que aumenta a desconfiança dos investidores relativamente à política do Governo de Budapeste. Enquanto o semanário de esquerda 168 óra pede explicitamente "a demissão pacífica de Orbán, enquanto ainda lhe é possível fazê-lo", para "evitar a catástrofe económica", o seu confrade Heti Világgazdaság escreve que estamos a ver os créditos finais para a República da Hungria. Com a entrada em vigor, em 1 de Janeiro, da nova Constituição impulsionada pelo primeiro-ministro, Viktor Orbán, passa a ser apenas "Hungria". Este semanário divulga ainda parte de uma carta que recebeu do gabinete da comissária europeia responsável pela Justiça, Direitos Fundamentais e Cidadania, Viviane Reding, na qual é dito que a Comissão pode desencadear "um processo de infracção por desrespeito pelo direito comunitário" contra a Hungria. A carta adiantará que a Comissão pode utilizar todos os instrumentos disponíveis para assegurar os direitos fundamentais e os valores europeus na Hungria. Em princípio, não comentamos a Constituição de um Estado-membro mas as leis de todos os países [membros] devem ser conformes com a Carta dos Direitos Fundamentais da UE. A Comissão utilizará todos os meios para aplicar os valores da Carta na Hungria. As críticas começam a colocar numa posição difícil a própria imprensa próxima do Governo. Assim, o diário conservador Magyar Nemzet refere que, neste momento, o Governo se encontra sob "fogo cruzado" dos parceiros e das instituições europeias e, também, dos Estados Unidos e do Fundo Monetário Internacional: Presentemente, já não se trata de uma brincadeira nem de uma simples conspiração internacional. Ainda que as críticas dos políticos e dos órgãos de comunicação europeus sejam por vezes injustas, e nalguns casos simplesmente ridículas, não temos alternativa. Evocar os resultados obtidos até agora pelo Governo já não faz sentido, porque a situação é muito mais grave. Não podemos evitar uma profunda autocrítica, pois é preciso sair rapidamente debaixo desse fogo cruzado. A gravidade da situação é tal que a atitude de Budapeste perante as críticas europeias parece ter mudado, salienta o HVG, segundo o qual “o Governo está disposto a negociar, sem condições, com o FMI e com a Comissão Europeia". O tempo urge, tanto mais que a crise financeira que afeta a Hungria começou a estender-se aos países vizinhos. Assim, o România libera refere que "a chantagem de Viktor Orbán" – se se permitir que a Hungria entre em falência, "a onda de choque terá repercussões na Europa" – pode "destabilizar a Europa de Leste". Em Praga, por exemplo, o Hospodářské noviny explica que a coroa checa, que desvalorizou 8% num ano em relação ao euro, está, neste momento, a ser "empurrada para o fundo pelo florim" húngaro." [Fonte]

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publicado por Joao Pedro Dias às 20:31






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