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Efeito contágio

Segunda-feira, 25.06.12

Num dia em que a Grécia se vê forçada a mudar de Ministro das Finanças que verdadeiramente nunca chegou a sê-lo por nunca haver jurado o seu cargo, a Espanha formaliza o pedido de resgate financeiro para o seu sistema bancário, num valor que poderá atingir os 100MM€ mas que não é especificado e será determinado, bem como todas as condições associadas ao referido resgate incluindo o Memorando de Entendimento que o acompanhará, na próxima reunião do Eurogrupo; no mesmo dia, é Chipre que revela igualmente necessitar de auxílio financeiro internacional que tentará obter junto da Rússia e, revelando-se impossível ou insuficiente, junto das instâncias comunitárias e do FMI. Já vai em 5 a lista dos Estados resgatados. Da Europa do Sul fica a faltar apenas, não se sabe por quanto tempo, a imensa Itália - e não está dito nem escrito em lado algum que a relação possa ser dada por concluída. Lentamente, para quem tivesse dúvidas ou não soubesse com rigor do que se tratava, está aí o chamado efeito contágio ou dominó.

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publicado por Joao Pedro Dias às 21:56

Haverá governo em Atenas?

Domingo, 17.06.12

A Grécia votou e cumpriu os mínimos a que estava obrigada: os resultados mostram que é possível formar um governo maioritário, ainda que seja à custa da coligação dos partidos que, paradoxalmente, entregaram os gregos à troika e que assinaram os dois resgates ao país. Resta saber se, havendo condições de governabilidade, haverá governo. E se, havendo governo, ele será suficientemente forte para repor o respeito devido a um Estado frequentemente desrespeitado na ordem internacional, apesar de resgatado, e simultaneamente para respeitar a palavra dada e os compromissos assumidos internacionalmente. É que se há coisa que esta longuíssima crise grega já nos mostrou é que, apesar das razões exógenas frequentemente adversas, não raro são os próprios gregos que dão uma ajudinha e, em vez de facilitarem, contribuem para complicar. Vai ser esse o desafio dos próximos dias. Em breve comentário pedido pela TSF, foi este o sentido das palavras que podem ser escutadas aqui.

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publicado por Joao Pedro Dias às 23:59

Novas regras de Schengen limitam livre circulação e enfurecem o Parlamento Europeu

Quinta-feira, 07.06.12

«Os ministros da administração interna da União Europeia (UE) acertaram nesta quinta-feira novas regras para o espaço Schengen que lhes permitirão reinstituir os controles de identidade nas fronteiras internas em caso de pressão migratória descontrolada. A decisão retoma a proposta franco-alemã de Abril passado que defendia a possibilidade de os Estados decidirem de forma unilateral repor os controles quando um país com a responsabilidade de vigiar uma fronteira externa, não consiga assegurar os devidos controles. A Grécia e a sua extensa fronteira com a Turquia, por onde se calcula que entrem todos os anos mais de 100 mil imigrantes clandestinos, é o principal país visado. Esta questão foi uma das grandes bandeiras eleitorais do ex-presidente francês, Nicolas Sarkozy, durante a campanha para a sua reeleição e que foi duramente criticada por vários países e pelo seu adversário socialista, François Hollande, eleito a 6 de Maio. Apesar disso, a decisão foi tomada por unanimidade dos 27 – incluindo o novo ministro francês, Manuel Valls – e ao arrepio da opinião da Comissão Europeia. O acordo "não é um mecanismo europeu" e "põe-nos à mercê das pressões populistas nos Estados", denunciou Cecilia Malmström, comissária europeia responsável pelos assuntos internos. O Parlamento Europeu criticou igualmente a decisão considerando, pela voz do seu presidente, Martin Schulz, que põe em causa um dos maiores "pilares da UE", a livre circulação sem controles nas fronteiras internas entre os 25 Estados de Schengen (todos os países da UE menos o Reino Unido, Irlanda, Chipre, Bulgária e Roménia, a que se juntam a Suíça, Noruega e Liechtenstein). As actuais regras já permitem que os governos reponham unilateralmente as fronteiras em caso de ameaça à segurança e ordem pública, como fez agora a Polónia antes do campeonato de futebol Euro 2012. A decisão dos ministros acrescenta agora a possibilidade de encerramento unilateral das fronteiras nos casos em que "o controle de uma fronteira externa do Espaço deixa de ser assegurado por causa de circunstâncias excepcionais". Nestas situações, os controles podem ser repostos por um período de seis meses, renovável por idêntico prazo. O ministro francês assegurou que o seu país não tem qualquer intenção de fechar unilateralmente as fronteiras mas insistiu em que "em situações de crise ou excepcionais os Estados membros de Schengen devem poder recuperar a sua soberania". Além da crítica à limitação da livre circulação, os eurodeputados insurgiram-se de forma particularmente veemente contra um outro aspecto do acordo dos ministros que exclui o PE das decisões relativas a Schengen. Para isso, os 27 alteraram unilateralmente a base jurídica da proposta da Comissão Europeia, de forma a que a participação do PE passou de co-decisão com o Conselho, para meras opiniões não vinculativas. "Com esta decisão, o Conselho enviou um sinal claro que é que eles encontrarão qualquer pretexto para fechar as fronteiras como nos fecham todas as portas a nós", protestou Guy Verhofstadt, presidente do grupo Liberal. "Não podemos aceitar isto", prosseguiu, interrogando-se se o PE não deverá suspender todas as negociações legislativas em curso com o Conselho se este não mudar de posição. Acusando igualmente os ministros de terem optado pelo "confronto" com o PE, Carlos Coelho, eurodeputado português do PSD, considerou que a decisão de limitação da livre circulação de cidadãos constitui "um retrocesso gigantesco". "O Parlamento não tem a intenção de pôr em questão as competências dos Estados membros quando se trata de garantia a segurança e a ordem pública", afirmou em comunicado. "No entanto, o encerramento das fronteiras que têm estado abertas até agora é uma questão que diz respeito a toda a Europa. Neste caso as instituições comunitárias têm de ser incluídas no processo de tomada de decisão", sem o que "estaremos a escancarar a porta ao populismo", afirmou. Vários grupos parlamentares anunciaram a intenção de apresentar queixa ao Tribunal de Justiça da UE contra o Conselho de ministros.» [Fonte]

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publicado por Joao Pedro Dias às 23:22

"Merkel está a apagar fogo" na Europa "com gasolina"

Segunda-feira, 04.06.12

«O ex-ministro dos Negócios Estrangeiros alemão Joschka Fischer afirmou hoje num artigo publicado no jornal 'Sueddetusche Zeitung', que a Europa "está em chamas, mas a chanceler Angela Merkel anda a tentar apagar o fogo com gasolina". Na opinião de Fischer, político do partido alemão Os Verdes, a Europa "está à beira do abismo e cairá nele nos próximos meses, e só poderá mudar de rumo se Berlim e Paris chegarem a acordo sobre uma união fiscal". O político ambientalista entende por união fiscal a compra ilimitada de dívida pública de países da moeda única pelo Banco Central Europeu e a mutualização das respetivas dívidas, através da emissão de "eurobonds". No artigo para o jornal de Munique, o ex-chefe da diplomacia alemã diz ainda que os tempos que correm "são graves, muito graves", e exorta a coligação de centro direita liderada por Merkel a alterar a sua política europeia. O porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert, reagiu às posições de Fischer afirmando que a ação do executivo "não tem por objetivo destruir a Europa. O governo federal dá um grande contributo para o desenvolvimento da Europa, na crise atual". No artigo no Sueddetusche Zeitung, Joschka Fischer defende que "a estratégia de austeridade de Merkel só agrava a crise financeira e conduz à depressão", lembrando que a mesma estratégia também não serviu para suplantar a grande crise económica mundial de 1929. O político ambientalista refere ainda que, "se a Grécia se afundar no caos, haverá uma corrida aos bancos em Espanha, na Itália e em França que desencadeará uma avalancha capaz de soterrar a Europa". Para Fischer, que foi ministro dos Negócios Estrangeiros do governo de social democratas e ambientalistas, entre 1998 e 2005, só a Alemanha pode garantir a sobrevivência da zona euro, e com o seu potencial económico deve financiar programas de crescimento. Para isso, "vale a pena contrair mais dívidas", sublinhou. Fischer escreve ainda que "nunca a Alemanha esteve tão isolada" e que "ninguém percebe a política dogmática" de Merkel. "Na Europa acham que somos um condutor em contra-mão", afirmou o ex-MNE alemão.» [Fonte]

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publicado por Joao Pedro Dias às 23:40

Devido ao impacto da crise na Grécia, Chipre mais perto de pedir ajuda internacional

Domingo, 03.06.12

«O Chipre estará próximo de pedir ajuda à Europa devido ao impacto da crise na Grécia sobre o seu sistema bancário, disse em entrevista ao ‘Financial Times’ (FT) o governador do banco central do país, Panicos Demetriades. De acordo com o responsável, com a aproximação do final do mês, data limite para a recapitalização do Banco Popular do Chipre, a segunda maior instituição bancária do país, num montante mínimo de 1,8 mil milhões de euros, o recurso à União Europeia (UE) torna-se mais provável. Panicos Demetriades admitiu que o Chipre vive "tempos de crise". Também o presidente do Banco Popular do Chipre, Michalis Sarris, sugeriu ao ‘FT’ que o país tem poucas alternativas para evitar pedir ajuda internacional. "É difícil de perceber de onde [a capitalização] virá, se não for da Europa", salientou Sarris, sublinhando que "o apetite para dar financiamento ao Chipre secou há já muitos meses". Recorrer aos fundos de emergência da UE seria um sério revés às pretensões dos cipriotas, que até ao momento rejeitaram a assistência europeia, tendo inclusive preferido receber um empréstimo da Rússia, que ascendeu a 2,5 mil milhões de euros e se destinou a ajudar o governo a pagar os custos com a sua dívida. Os bancos cipriotas perderam mais de 3 mil milhões de euros com o acordo de reestruturação da dívida pública grega, e têm uma exposição de 22 mil milhões de euros ao sector privado grego. Demetriades, que assumiu o cargo no banco central cipriota apenas no mês passado, ressalvou que ainda poderá ser possível recapitalizar o Banco Popular do Chipre de outras maneiras, através do recurso ao financiamento de privados ou ao empréstimo de um outro país. Há ainda negociações a decorrer entre o Chipre e as autoridades europeias tendo em vista a extensão do prazo de 30 de Junho para o final de agosto no que toca à recapitalização da banca. "Há uma solução limite e essa solução é o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), pelo que será usada caso seja necessário", frisou o governador. O Chipre assumirá a presidência da UE já no próximo mês.» [Fonte]

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publicado por Joao Pedro Dias às 18:11

A Grécia deve abandonar o euro em caso de crise política, defende ex-ministro francês

Sábado, 02.06.12

O antigo ministro francês Bernard Kouchner disse hoje que a Grécia, nas eleições de dia 17, têm de conseguir  um governo maioritário, caso contrário "a saída do país do euro é a única  forma de salvar a Europa".Kouchner, ministro dos Negócios Estrangeiros do primeiro governo de  Nicolas Sarkozy, em França, falou hoje daquilo a que chamou "situação de  emergência extrema em que se encontra a Europa" durante as jornadas do Círculo de Economia, em Stiges, em Espanha. De acordo com o antigo chefe da diplomacia francesa, e cofundador da  organização não governamental Médicos Sem Fronteiras, a União Europeia enfrenta,  no próximo dia 17, um momento chave para o futuro "por causa das eleições  na Grécia e em França". Kouchner alertou para os riscos do que considerou "reforço dos partidos  da esquerda radical" gregos ou da falta de uma maioria parlamentar que garanta a governabilidade do país. Apesar de defender a continuidade da união monetária, Kouchner disse  que caso a Grécia não consiga um governo estável, a melhor forma de "salvar  a Europa" pode ser a saída do país da zona euro. "É trágico mas temos de aceitar o resultado das eleições e ver o que  acontece" disse ainda Kouchner, que alertou que uma nova crise política  em Atenas pode provocar "uma segunda cadeia de reprecursões muito difícil  de ultrapassar" em países como Portugal ou Espanha. O ex-ministro francês acrescentou que outra possibilidade para os gregos  pode ser a aceitação de um "governo técnico". "Espero que os gregos consigam um certo consenso, mas não é fácil para  eles", disse, "já que não é fácil aceitar um plano de austeridade num país  pobre". "Por outro lado, também não é fácil para os políticos europeus observarem  a realidade grega", apontou, insistindo estar a favor do futuro da Europa  e na "manutenção da Grécia no grupo dos 27, apesar de, hoje em dia, ninguém  saber ao certo o que vai acontecer". No dia 17 realizam-se eleições na Grécia e também legislativas em França  em que o presidente socialista, François Hollande, vai tentar conseguir  maioria para conseguir executar o plano de reformas. "No dia 17 vamos assistir ao início de uma nova estratégia ou de um  novo rumo para a Europa", sublinhou.

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publicado por Joao Pedro Dias às 19:15

O 'GEURO': Deutsche Bank propõe moeda paralela para a Grécia

Terça-feira, 22.05.12

«O Deutsche Bank, maior banco privado alemão, propôs hoje a introdução de uma moeda paralela ao euro na Grécia, caso os adversários das medidas de austeridade ganhem as eleições legislativas de 17 de junho. A medida garantiria a continuação dos apoios financeiros internacionais, para que a Grécia possa pagar as suas dívidas, afirma-se num estudo dos economistas do Deutsche Bank, publicado hoje. "A Grécia poderia assim desvalorizar a sua própria moeda, sem sair formalmente do euro", explicam os mesmos especialistas, que sugerem também o nome de geuro para a moeda paralela grega.» [Fonte]

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publicado por Joao Pedro Dias às 18:14

Europa estuda o cenário de fracasso da Grécia

Sexta-feira, 18.05.12

«As instituições europeias estão a estudar cenários para uma bancarrota na Grécia, segundo o comissário europeu do Comércio, Karel de Gutch, numa entrevista ao diário De Standaard, onde não especifica se está a falar de uma saída da zona euro. “Há um ano e meio, talvez houvesse o perigo de um efeito dominó, mas hoje em dia há, quer no Banco Central Europeu quer na Comissão Europeia, serviços que estudam os cenários de emergência ou para o caso de a Grécia não se aguentar”, afirmou De Gutch àquele jornal belga de língua alemã, segundo a AFP.O Governo alemão também já veio dizer estar preparado para todas as eventualidades. “O Governo alemão é, naturalmente, responsável perante os seus cidadãos por estar preparado para qualquer eventualidade”, disse uma porta-voz do Ministério das Finanças, citada pela Reuters. O comissário europeu do Comércio considera no entanto que a Grécia ficará na zona euro, mas não exclui uma terceira volta após as eleições de 17 de Junho ou mesmo um referendo no país sobre a permanência no euro. Por outro lado, considera que a Grécia “deve pôr em prática os acordos estabelecidos”, que diz serem “a única opção racional para o país”. Um porta-voz da Comissão Europeia disse no entanto que não há qualquer planeamento. “A Comissão Europeia nega firmemente [que] esteja a trabalhar num cenário de saída da Grécia”, disse Olivier Bailly. “A Comissão quer que a Grécia permaneça na zona euro.”» [Fonte]

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publicado por Joao Pedro Dias às 17:28

A Europa cansada da Grécia

Sexta-feira, 11.05.12

Num mesmo dia, enquanto se esgota mais uma tentativa de formar um novo governo na Grécia, o Ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, veio afirmar que a Zona Euro «está mais resistente» e que a Grécia tem de ter a vontade de se manter na moeda única; mas se esta não cumprir as exigências europeias, a Zona Euro tem condições para suportar a sua saída da moeda única. No mesmo dia, Durão Barroso veio elevar o tom do discurso oficial europeu esclarecendo que a Grécia deverá sair da zona euro se não respeitar os seus compromissos orçamentais feitos em troca de um plano de resgate aprovado pelos 17 Estados membros da moeda única. Uma única conclusão pode ser tirada destas afirmações - a Europa da União, quer ao nível das suas instituições quer ao nível dos seus principais Estados-Membros, começa a cansar-se e a ficar farta da Grécia. E, paulatinamente, ou os gregos se entendem e respeitam os seus compromissos, ou começa a ser preparado o terreno para deixar cair a Grécia. Foram declarações prestadas à TSF que podem ser escutadas aqui.

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publicado por Joao Pedro Dias às 23:47

Zona Euro suporta saída da Grécia da moeda única, diz Schaeuble

Sexta-feira, 11.05.12
O ministro alemão das Finanças sublinha que a Zona Euro «está mais resistente» e que a Grécia tem de ter a vontade de se manter na moeda única. O ministro alemão das Finanças entende que a Zona Euro tem condições para suportar a saída da Grécia da moeda única. Em entrevista a um jornal alemão, Wolfgang Schaeuble considerou que a «Europa não cai assim tão facilmente» e que a Zona Euro «está mais resistente». «Queremos que a Grécia se mantenha na Zona Euro, mas essa tem de ser também a vontade deles», afirmou o titular alemão da pasta das Finanças. Para Schaeuble, «é perigoso fazer crer aos cidadãos que há outro caminho, mais fácil, para sanear as suas finanças e evitar a austeridade, o que é um disparate». [Fonte]

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publicado por Joao Pedro Dias às 12:26






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