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Mais um contributo para a confusão....

Sexta-feira, 15.06.12

No debate quinzenal na Assembleia da República, Pedro Passos Coelho é instado a esclarecer as verdadeiras e reais condições do resgate financeiro concedido a Espanha na passada semana. Quando se esperava o esclarecimento, surge a dúvida e instala-se a perplexidade: formalmente não existiu nenhum pedido de auxílio financeiro por parte de Espanha nem nenhuma deliberação foi tomada sobre as respectivas condições! Ocorre perguntar, afinal, o que é que tem estado a ser discutido e debatido por esta Europa fora ao longo desta última semana... Pelos vistos, nada mais que vagas intenções ou distantes possibilidades. Daquelas que, antes de o serem, já o eram...

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publicado por Joao Pedro Dias às 21:55

Alemanha pede rapidez na ratificação do Tratado

Quarta-feira, 30.05.12

«A Alemanha está com pressa. O ministro federal da economia da Alemanha, Philipp Rosler, recomendou esta quarta-feira uma rápida ratificação do Tratado Orçamental por todos os países signatários, de forma a dar «um forte sinal» no sentido de defender o euro. No final de uma reunião com o seu homólogo portuguêsÁlvaro Santos Pereira, questionado pelos jornalistas sobre se Espanha deveria pedir ajuda externa, Philipp Rosler respondeu: «Os problemas que afetam a zona euro podem ser resolvidos com a ratificação do Tratado Orçamental, bem como do Mecanismo de Estabilidade Europeu, que rapidamente podem dar um forte sinal aos mercados de que os europeus estão prontos para defender a sua moeda», cita a Lusa. O governante alemão congratulou-se com o o facto de o Governo ter ratificado «rapidamente o Tratado Orçamental e com isso ter enviado aos mercados um sinal positivo». O ministro alemão vai de seguida reunir-se com o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, e posteriormente participará no fórum empresarial luso-alemão que decorrerá no IAPMEI –Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento, em Lisboa. Rosler visita hoje Portugal fazendo-se acompanhar de uma comitiva de empresários alemães.» [Fonte]

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publicado por Joao Pedro Dias às 12:49

Eurolândia prepara novo salto na integração

Quinta-feira, 24.05.12

«Os países da zona euro estão a ponderar aprofundar de forma significativa a sua união económica e monetária ao assumir um plano que poderá incluir um sistema europeu de garantias bancárias, um regime europeu de supervisão do sistema bancário e a emissão comum, a prazo, de dívida pública através de eurobonds (obrigações europeias). O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, foi mandatado pelos líderes para desenvolver estas e outras pistas e apresentar dentro de pouco mais de um mês um relatório com as opções possíveis e um método de trabalho para as desenvolver. Este temas foram acertados pelos líderes da União Europeia (UE) durante o jantar informal que os reuniu na quarta-feira à noite para debater "sem tabus" pistas de estímulo à economia e novas possibilidades de aprofundamento da integração europeia para responder à crise da dívida. Van Rompuy trabalhará com o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, o presidente do eurogrupo, Jean-Claude Juncker, e presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi. O tema voltará a ser abordado pelos líderes na próxima cimeira europeia de 28 e 29 de Junho. O presidente do Conselho Europeu confirmou que a questão dos eurobonds – um dos temas potencialmente mais controversos devido às divergências entre os governos, a começar pela França e Alemanha –, foi "abordada rapidamente por vários líderes durante o encontro que terminou depois da uma hora da manhã. Mas, frisou, a questão foi invocada "no quadro do aprofundamento a longo prazo da união económica e monetária". "Ninguém pediu a sua introdução imediata", frisou, lembrando que é uma questão que "levará tempo". O Presidente francês, François Hollande, o primeiro-ministro italiano, Mario Monti, e Jean-Claude Juncker foram os principais defensores de um mecanismo destinado a permitir aos 17 membros do euro a partilha, de forma solidária, dos riscos da dívida emitida em comum de modo a baixar as taxas de juro dos países com maiores dificuldades de financiamento no mercado. A chanceler alemã, Angela Merkel, assumiu uma posição bem mais prudente, ao afirmar que os títulos de dívida em comum "não contribuem para relançar o crescimento na zona euro". "Respeito a opinião" da chanceler, afirmou Hollande, lembrando que, segundo a posição alemã, os eurobonds são um ponto de chegada de um processo de integração política, económica e financeira.  O presidente do BCE assumiu uma posição semelhante ao afirmar que "os eurobonds só fazem sentido se houver uma união orçamental".Pedro Passos Coelho, primeiro ministro português, considerou igualmente que os eurobonds "não são uma resposta para a situação actual" e "correspondem a um estado de evolução da integração política e económica que deve ser acelerado" mas "não corresponde nesta altura a um salto qualitativo que objectivamente esteja ao nosso alcance". Passos frisou ainda que "não há uma oposição do governo português de princípio à ideia" e que esse avanço poderá ser concretizado no quadro de uma maior integração financeira, económica e política".A Françaconsidera, ao invés que os eurobonds constituem "um ponto de partida", afirmou Hollande explicando que "por isso, os debates vão continuar".  O Presidente francês deixou no entanto claro que "não houve um conflito ou um confronto" entre os líderes e que houve mesmo outros países "muito mais firmemente contra" os eurobonds do que a chanceler. Merkel também disse que o debate sobre este tema foi "muito equilibrado". [Fonte]

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publicado por Joao Pedro Dias às 10:36

Razões de uma não assinatura (II)

Quarta-feira, 22.02.12

Em post anterior referimo-nos à carta impulsionada por David Cameron e subscrita por 12 Chefes de governo da UE, dirigida a Durão Barroso e a Herman van Rompuy, pedindo uma aposta da UE numa estratégia de crescimento que não assente apenas em medidas de austeridade, carta essa não subscrita por Pedro Passos Coelho. E deixámos a dúvida - se Pedro Passos Coelho não assinou a carta por não concordar com o seu conteúdo ou por não ter sido convidado a fazê-lo. Finalmente, hoje, surgiu a resposta. O Diário de Notícias vem esclarecer a situação. Pedro Passos Coelho não terá assinado a carta por ser considerado um Primeiro-Ministro alinhado com as teses de Angela Merkel. Por outras palavras - não foi convidado a assiná-la. Percebe-se que a situação concreta do nosso país, com uma soberania diminuída e limitada, coloque restrições e limitações à nossa actuação no contexto da UE. Mas sermos vistos como uma extensão informal do governo alemão ou um incondicional seguidor das teses de Berlim não parece ser o melhor cartão de visita para quem quiser recuperar a sua dignidade de Estado soberano. Para além de ir ao arrepio da nossa história, que sempre nos aproximou mais de Londres que de Berlim. Quando este governo tomou posse, um dos votos formulados em matéria de política europeia foi o de que soubéssemos reconquistar o nosso lugar na UE apesar do resgate que éramos alvo. Pelos vistos o voto ainda não se realizou.

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publicado por Joao Pedro Dias às 20:53

Razões de uma não assinatura (I)

Segunda-feira, 20.02.12

[Madrid] Pedro Passos Coelho não assinou a carta que 12 Chefes de governo da UE dirigiram a Durão Barroso e a Herman van Rompuy, pedindo uma aposta da União Europeia numa estratégia de crescimento que não assente apenas em medidas de austeridade. Vendo  que a referida carta foi assinada por Primeiros-Ministros cujos Estados se encontram em francas dificuldades económicas e financeiras, quiçá mesmo se às portas de iminentes resgates financeiros - como a Espanha ou a Itália - e, inclusivamente, pelo chefe do governo da República da Irlanda - Estado já resgatado financeiramente - eu gostaria de saber, como cidadão e como português, se Pedro Passos Coelho não assinou a missiva por não concordar com o seu conteúdo ou por não ter sido convidado a fazê-lo. Não será indiferente a resposta que esta questão obtiver.

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publicado por Joao Pedro Dias às 19:34

Mais um balanço do Conselho Europeu: Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho em entrevista à SIC Notícias

Terça-feira, 13.12.11

A entrevista do Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho ao programa «Sociedade das Nações», da SICNotícias, para fazer o balanço da Cimeira europeia do Conselho Europeu da passada semana. Se o estilo é bom e as respostas convincentes, não pode deixar de se lamentar que, à semelhança do que acontece nas democracias desenvolvidas, esta «prestação de contas» sobre o sucedido na Cimeira europeia seja feita num canal de televisão, sob o sempre discutível formato de entrevista, e não na casa da democracia, no Parlamento, sob a forma de debate parlamentar. A entrevista foi seguida de debate e análise em que participaram Miguel Sousa Tavares, António José Teixeira, Teresa de Sousa e Nicolau Santos.

Veja o vídeo da entrevista a Pedro Passos Coelho.

Veja o vídeo do debate subsequente à entrevista.

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publicado por Joao Pedro Dias às 23:45

"Zona euro está a dar uma imagem desastrosa" - Jean-Claude Junker

Sexta-feira, 21.10.11

"O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, disse hoje que a zona euro está a dar uma "imagem desastrosa" para o exterior, devido às dificuldades em encontrar uma solução para a crise da dívida soberana da Europa. "O impacto no exterior é desastroso porque não estamos a dar um bom exemplo de liderança", assinalou Juncker em Bruxelas, à entrada para a reunião do Eurogrupo, que reúne os ministros das finanças da zona euro, entre os quais Vítor Gaspar, que escusou-se a prestar declarações aos jornalistas à chegada. A tradicional conferência de imprensa do presidente do Eurogrupo, prevista para o final da reunião, foi entretanto cancelada. À entrada da reunião, Juncker sublinhou ainda que não têm de ser necessariamente a França e a Alemanha a impulsionar, mediante a resolução das suas divergências, a melhor forma de combater a crise, sustentando que as decisões devem ser tomadas pelos 17 países da Zona Euro. A reunião de hoje dos 17 titulares das pastas das finanças marca o arranque de uma verdadeira "roda viva" de reuniões e cimeiras que terão lugar ao longo dos próximos dias em Bruxelas, nas quais a Europa vai tentar acordar finalmente uma resposta convincente para os mercados e que ponha um travão na espiral da crise da dívida soberana. Num encontro que se prevê longo -- teve início às 14h locais (13h de Lisboa) e, segundo o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, deverá terminar perto da meia-noite -, os 17 vão discutir hoje o desembolso da sexta tranche de ajuda à Grécia, com base numa apreciação do relatório da missão da troika que regressou recentemente de Atenas." [Fonte]

 

Do meio da mediocridade geral que nos governa, é ainda a voz de Jean-Claude Junker, Primeiro-Ministro do Luxemburgo, uma das poucas - talvez mesmo a única - que emerge como referencial de ponderação, equilíbrio e moderação. É o que sobre e resta da geração de ontem que parece ter sido a última a dar corpo e vida ao sonho e ao projecto europeu. Não é de estranhar - como decano dos líderes europeus em funções, ainda lhe foi dado conviver e coincidir com os últimos fautores do ideal europeu, chamassem-se eles Helmut Kohl, François Mitterrand, Jacques Delors, outros mais. Mas também pode servir de exemplo noutro plano - demonstrando à saciedade que, mesmo dum micro-Estado europeu, podem emergir vozes autorizadas, europeístas, credíveis e escutadas. Quer PPC quer PP podem ter em Junker um exemplo a seguir e um modelo a observar. Mostrando que uma situação económica difícil não pode nem deve diminuir a capacidade política de um Estado se exprimir e expressar no quadro das instituições comuns.

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publicado por Joao Pedro Dias às 22:41

Passos Coelho garante apoio à entrada da Sérvia na União Europeia

Segunda-feira, 03.10.11

"Os primeiros-ministros de Portugal e da Sérvia abordaram hoje as relações bilaterais nas áreas política, económica e cultural num encontro em São Bento, com Pedro Passos Coelho a garantir apoio à adesão da Sérvia à União Europeia. Passos Coelho afirmou que os dois países têm “desenvolvido uma relação muito próxima”, recordando o primeiro tratado assinado entre Portugal e a Sérvia celebrado há 100 anos, e afirmando que “a Sérvia tem todas as condições para ser o próximo país a integrar a União Europeia”. As relações comerciais entre os dois países “são ainda relativamente incipientes”, e para “muitas empresas portuguesas, a posição geográfica da Sérvia pode ser uma grande oportunidade”, disse o primeiro-ministro português. Passos Coelho referiu também os “acordos de comércio que a Sérvia tem”, quer nos Balcãs quer na Europa oriental, que “podem ser extremamente diferenciadores para os investidores portugueses”, e que para a Sérvia interessa a posição de Portugal “junto dos países do Mercosul e África”, nomeadamente Angola. Toda a “região dos Balcãs é indispensável para uma Europa unificada, não é possível ter a Europa sem os Balcãs e não é possível ter os Balcãs dentro da Europa sem ter a Sérvia”, acrescentou Passos Coelho. O primeiro-ministro sérvio, Mirko Cvetkovic, em declarações conjuntas aos jornalistas no final da reunião, reforçou “o total apoio de Portugal às aspirações servias”, de fazer parte da União Europeia. Mirko Cvetkovic referiu-se também às relações entre a Sérvia e o Kosovo defendendo uma “solução de paz para a região que pode e deve ser resolvida por via diplomática”, e do diálogo. O primeiro-ministro sérvio afiançou ainda que “o comércio e o investimento num período de crise, pode beneficiar os dois países”, temas que serão aprofundados esta noite, durante um jantar oferecido por Passos Coelho. A agenda incluiu ainda a actual situação do Médio Oriente, assuntos relacionados com as Nações Unidas e a possibilidade de envolver o Instituto Camões na relação cultural. No âmbito da visita do primeiro-ministro sérvio, na terça-feira, vai realizar-se a conferência “Oportunidades de Negócios na Sérvia”, que visa mostrar aos empresários nacionais as oportunidades de investimento no país". [Fonte]

 

A avaliar pela notícia transcrita, parece que nem a grave crise que afecta a União Europeia e a generalidade dos seus Estados-Membros contribui para uma reflexão aprofundada sobre os caminhos futuros e próximos da União. Numa altura de completa falta de norte, de rumo e de lideranças, insistir no caminho dos alargamentos sucessivos da União não parece ser o caminho mais avisado e o trilho mais seguro a seguir pela UE. De resto, para quem tiver memória, por certo não dissociará o último mega-alargamento da União da profunda crise (sobretudo institucional) que a União a partir de então começou a atravessar. Os episódios são imensos e não é necessário recordá-los. Bastará mencionar o facto para evitar o esquecimento. É a essa luz que parece pouco avisado, para não dizer errático, em momento de crise grave e profunda continuar a falar e a admitir novos alargamentos da União. Ademais - alargamentos «polémicos» e não absolutamente pacíficos, que a concretizarem-se não deixariam de conduzir para dentro da União factores de divergência e dissensão ainda não totalmente resolvidos. 

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publicado por Joao Pedro Dias às 23:44

2º pacote de ajuda financeira a Portugal

Terça-feira, 20.09.11

Na primeira entrevista que deu à RTP como Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho alertou para as dificuldades que poderão advir para todo o continente europeu caso se verifique uma situação de défault ou incumprimento por parte da Grécia - situação que a cada dia que passa se antevê como mais provável. E, nesse quadro, adiantou o PM português, não poderá ser tido por excluído um reforço do pedido de auxílio financeiro português às instituições europeias e internacionais que já resgataram o país. No quadro duma entrevista muito positiva, a admissão dessa possibilidade constituiu o momento menos feliz da prestação do PM. Vamos atribui-lo a um simples deslize ou imprudência - que se dispensaria por não contribuir em nada para o reforço e credibilização da imagem do país que o governo está empenhado - e muito bem - em fazer passar para o exterior.

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publicado por Joao Pedro Dias às 23:35






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