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As promessas da ETA

Domingo, 05.09.10

A ETA anunciou um novo cessar-fogo unilateral na luta armada terrorista que desenvolve há mais de 50 anos contra a unidade do Estado espanhol e em prol da independência do País Basco, com um custo de mais de 820 vítimas mortais. Trata-se, antes de mais, de uma disposição destinada a produzir efeitos na opinião pública espanhola e internacional. Susceptível, à semelhança de outras idênticas já ensaiadas, de motivar profundas reservas e reflexões sobre a sua boa-fé e a sua idoneidade. A história já nos mostrou que este tipo de iniciativas, por regra, só surge quando a organização terrorista, atacada nos seus pilares fundamentais, precisa de se reorganizar e de ganhar tempo para recompor as suas tropas. Será preciso passar muito tempo e muita água correr por debaixo das pontes para que a organização terrorista demonstre e prove que se converteu às regras e aos princípios da democracia política – que invoca no seu comunicado de cessar-fogo – como forma regular de resolver os diferendos políticos no País Basco. Até lá, bem andaram tanto Zapatero quanto Rajoy ao mostrarem a mais profunda desconfiança e reserva sobre a comunicação dos terroristas. A história não abona nem as suas palavras nem as suas intenções.

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publicado por Joao Pedro Dias às 00:08


1 comentário

De porta-estandarte a 06.09.2010 às 01:48

Caro João Pedro Dias!

Hoje estava a ouvir a notícia e a observar os lenços dourados que lhes cobriam as faces, e até com luvas, e só de ver dá para compreender que são uma fantuchada, estão desesperados, e demodé. Concordo que é uma declaração estratégica, porque estão quase arrumados do mapa, após as detenções recentes de membros do grupo. O que mais me impressionou foi pretenderem assim dar mais força ao braço político da ETA. prosseguindo agora nesse campo a sua luta. São criminosos.
Eu diria que se não fossem as outras províncias(ou seja, nações) que compoem a Espanha continuarem com uma forte cultura autonómica que dissolve por assim dizer o seu sentimento de nações independentes como o caso da Catalunha e da Galiza, que tendem a se apresentar na Europa e no mundo como nações, e a ETA e a ideia de País basco independente cessaria rápidamente.
Mas ao contrário, este assunto, parece muitas vezes mais emergente do que remanescente e muito menos esquecido.

No fundo somos todos um povo. Mas é certo que quereríamos viver todos muito melhor.

Não compreendo essa ilusão Basca.

Obrigado por trazer o tema, e por poder comentar.

Cumprimentos,

bento

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