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As condições do resgate

Quarta-feira, 13.06.12

Lentamente vão-se desvendando as condições associadas ao resgate financeiro da banca espanhola, num processo que continua a primar pela opacidade e absoluta falta de transparência: 100MM€ emprestados a uma taxa de juro de 3% por um prazo de 15 anos, sendo que nos primeiros 5 anos existirá uma carência de pagamento de juros e capital e, portanto, a operação não influenciará o deficit orçamental e apenas se repercutirá na dívida pública do Estado. A serem condições verdadeiras, percebe-se a (relativa) satisfação de Rajoy, sobretudo se as cotejar com as que estiveram associadas aos resgates grego, irlandês e português. Em todo o caso a prudência manda não dar o assunto por encerrado e continuar a aguardar que de desvendem mais pormenores de um negócio que se deveria ter pautado pela máxima transparência e clareza. Do que parece já não haver dúvidas, sobretudo depois das declarações públicas de Durão Barroso, é que este resgate foi claramente imposto a Rajoy pela União Europeia, tendo as autoridades espanholas feito tudo quanto esteve ao seu alcance para o protelat ou evitar. Apesar de, publicamente, a história que foi divulgada ter sido, justamente, a contrária.

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publicado por Joao Pedro Dias às 21:51