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Ventos da Eslováquia

Quarta-feira, 25.08.10

[Palma de Maiorca] Em visita a Berlim, para uma cimeira com a chanceler Ângela Merkel, a PM eslovaca Iveta Radicova exigiu que a Comissão Europeia apresentasse desculpas por ter criticado a decisão do Parlamento de Bratislava de não participar na ajuda financeira à Grécia, que havia sido subscrita pelo anterior governo eslovaco e teria o valor de 816M€. A Eslováquia não quer apoiar gente que actua de forma irresponsável, disse a PM, referindo-se à Grécia, nem aceita que as decisões do seu Parlamento sejam criticadas pelo comissário Olli Rehn, «funcionário não eleito». Perante este tipo de argumentação, resulta evidente o estado que a Europa dita da União conhece; da mesma forma que parece evidente não ser com este tipo de postura e discurso que se logra qualquer aprofundamento ou avanço no projecto europeu. Queiramos, porém, ser mais exigentes na análise e talvez cheguemos à conclusão que o erro fundamental terá radicado no mega-alargamento de 2004 onde se permitiu que ingressasse na União quem, veio a apurar-se posteriormente, não estava, manifestamente, preparado para tal nem comunga do essencial dos seus valores e princípios fundadores.

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publicado por Joao Pedro Dias às 03:31