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O Vaticano e a questão cigana

Sábado, 28.08.10

[Palma de Maiorca] Também o Vaticano entendeu dever pronunciar-se sobre a questão cigana e classificar a atitude das autoridades francesas. Descontando o exagero, profundamente ofensivo para os judeus vítimas da loucura de Hitler, o pronunciamento agora feito pelo Secretário do Conselho Pontifício para as Migrações, arcebispo Agostino Marchetto, que vem equiparar a atitude do governo de Sarkozy a um novo holocausto dos ciganos, mostra-nos que nos dias que passam nem a Igreja católica está imune às tentações mediáticas, não perdendo a oportunidade para deixar o seu «sound bite» de grande efeito mediático mas reduzida utilidade prática para a resolução da situação. Enquanto não se perceber que a querela e a controvérsia colocam frente-a-frente o princípio da liberdade de circulação de pessoas mas também o dever de integração das minorias, ambos previstos nos Tratados europeus, e ambos com idêntica tutela e dignidade político-jurídica, como evidenciou Pierre Lellouche, Secretário de Estado para os Assuntos Europeus do governo de Paris, continuaremos a não perceber o essencial do problema. Este é estruturalmente europeu e é nesse quadro e nesse âmbito que deve ser resolvido.

 

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publicado por Joao Pedro Dias às 01:16