Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



A presidência inexistente da UE

Quarta-feira, 01.09.10

A presidência rotativa da UE está a ser desempenhada, neste semestre, pela Bélgica. Do que poucos se terão dado conta é que, desde 13 de Junho passado, há quase três meses, a Bélgica …... não tem governo! Governo legitimado, em pleno exercício de funções. Antes, está a ser governada por um executivo interino, de gestão, enquanto não toma posse um governo que emane do novo Parlamento. Entretanto, Elio Di Rupo, socialista francófono, prossegue a sua missão tentando convencer os partidos flamengos CD&V (cristão-democrata) e N-VA (nacionalista) a formarem uma maioria governamental. Se no plano interno se adivinham as consequências do impasse, no âmbito europeu é fácil perceber as consequências da ausência de uma política europeia definida e determinada capaz de dar à União os impulsos necessários e o rumo político que é suposto as presidências rotativas conferirem ao projecto europeu. E se pouco se tem notado o défice institucional descrito, isso não pode deixar de ser levado à conta do pouco critério em que é tida a própria União nos dias que correm. A que não pode deixar de se somar a ausência de actuação do Presidente permanente do Conselho Europeu e a inacção confrangedora de Lady Ashton – ambas figuras institucionais criadas pelo Tratado de Lisboa. É lamentável constatá-lo mas não é por isso que deixa de ser verdade.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Joao Pedro Dias às 02:21