Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Entre a China e o Médio Oriente

Quinta-feira, 02.09.10

No dia em que vai ter início, em Washington, nova ronda negocial sobre o conflito do Médio Oriente, sob o alto patrocínio de Barack Obama – que aposta tudo no sucesso das conversações para obnubilar um pouco a forma como acaba de pôr fim ao conflito no Iraque – constatar-se-á que uma cadeira à mesa das negociações vai estar vazia – a cadeira que deveria ser ocupada, à semelhança do que aconteceu noutras rondas negociais, pela União Europeia. Com a agravante de que, desta vez e depois da entrada em vigor do Tratado de Lisboa, a UE até já conta, na sua estrutura institucional, com uma Alta Representante para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, que é simultaneamente Vice-Presidente da Comissão Europeia. Acontece que Lady Ashton se encontra de visita à China, pese embora não se descortinem que interesses mais importantes a UE possa ter na China do que em relação ao conflito que grassa nas suas fronteiras. Andou bem, pois, o eurodeputado Mário David, presidente da delegação do Parlamento Europeu para as relações com os países do Maxereque, ao condenar em Bruxelas a ausência da UE das conversações de Washington. É que a União Europeia não pode aspirar a desempenhar um lugar de relevo e projecção no mundo cada vez mais globalizado em que vivemos se continuar a pautar a sua intervenção e a sua actuação pelo silêncio ou pela ausência.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Joao Pedro Dias às 01:34