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A crise política na Moldávia

Segunda-feira, 06.09.10

Em referendo popular os moldavos pronunciaram-se sobre a eleição do respectivo Presidente da República por sufrágio universal directo. A consulta foi inconclusiva – para o referendo ser vinculativo deveriam ter votado 33,3% dos eleitores; às urnas acorreram apenas 29% dos cidadãos recenseados. Permanece, assim, sem solução a crise política que se arrasta há mais de um ano, com quatro tentativas fracassadas do Parlamento para eleger o sucessor do comunista Vladmir Voronine, que se demitiu em Setembro de 2009. Restará, agora, a convocação de eleições legislativas antecipadas como forma para superar a crise institucional em que a Moldávia se encontra mergulhada – a mais grave em vinte anos de soberania restaurada no país. No horizonte, espera-se que distante, paira a expectativa de ingresso do país na União Europeia. E também por isso este referendo foi sugerido pela Aliança para a Integração Europeia, coligação que se encontra no poder, com a consciência, todavia, de que nunca num cenário de grave crise institucional aquela adesão se poderá processar. Da parte da Europa da União, espera-se que os ensinamentos do último (mega) alargamento não sejam esquecidos, antes de novas adesões poderem ser equacionadas e, sobretudo, concretizadas.

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publicado por Joao Pedro Dias às 00:37