Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



A UE e a dissidência cubana

Segunda-feira, 13.09.10

Convidado pelo PPE, um grupo de ex-presos políticos cubanos pediu hoje no PE que a UE não dê quaisquer passos diplomáticos de aproximação ao regime castrista. Relatando as suas dramáticas experiências pessoais nos cárceres castristas, reclamaram à UE maior exigência ante a ditadura cubana. Apesar de a Assembleia europeia não possuir competências em matéria de relacionamento da União com Cuba, a visita coincidiu com a reunião do Conselho onde se discutia a manutenção da posição comum da UE sobre Cuba, patrocinada pelo governo Aznar nos idos de 1996 – e onde se pedia a transição para a democracia e se estimulava o diálogo com os dissidentes. Hoje o texto não produz quaisquer efeitos práticos; Havana, todavia, com o apoio de Espanha, pretende a sua revogação, classificando-o como um obstáculo ao diálogo. Os dissidentes, por seu lado, pretendem e lutam pela respectiva manutenção, invocando a sua actualidade e o facto de Cuba ainda não ter dado suficientes sinais de mudança, abertura e respeito pelos direitos humanos. O adiamento de uma decisão definitiva sobre a posição comum por parte do Conselho – que carecerá do voto unânime dos 27, sendo que até agora a Alemanha, a Suécia, a França e a República Checa já se manifestaram contra a sua revogação – não pode constituir uma oportunidade perdida para a Europa da União escutar a voz destes dissidentes cubanos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Joao Pedro Dias às 04:13