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Eleições legislativas na Suécia

Domingo, 19.09.10

Dia de eleições legislativas na Suécia com resultados paradoxais e preocupantes – a aliança liberal-conservadora no poder obteve mais votos mas perdeu a maioria absoluta que detinha no Parlamento; a esquerda parlamentar foi amplamente derrotada, obtendo o seu pior resultado eleitoral, nunca tendo sido derrotada em duas eleições legislativas seguidas; com 5,7% dos votos e a eleição de 20 deputados os Democratas da Suécia, liderados por Jimmie Akesson, de extrema-direita e caracterizados pela sua política anti-imigração, foram os grandes beneficiados do sufrágio. Estes resultados correm o risco de criar uma situação de ingovernabilidade num país que sempre se habituou a ser um referencial de estabilidade política. Um pouco por toda a Europa as políticas cíclicas ou anti-cíclicas utilizadas para combater a crise económica e financeira estão a criar o ambiente propício ao desenvolvimento de projectos e propostas extremistas, radicais – pouco importa se de esquerda se de direita – que não raro assentam em princípios e valores que negam em absoluto a matriz civilizacional europeia. São estas propostas extremistas que começam a afectar de forma particularmente incisiva a governabilidade e a estabilidade de vários sistemas políticos por essa Europa fora – o que não pode deixar de ser objecto de forte meditação e profunda reflexão.

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publicado por Joao Pedro Dias às 15:38