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Durão Barroso critica carta de líderes europeus

Quinta-feira, 01.03.12
"Durante o Conselho da Primavera dos 27, em Bruxelas, o Presidente da Comissão Europeia até elogiou as propostas para o crescimento económico contidas na carta dos 12 líderes europeus, mas sublinhou que o documento se pauta pela ausência de preocupações sociais. Perante os 27 chefes de Estado ou de governo da União Europeia (UE), Durão Barroso afirmou estar «incomodado» por a carta do grupo dos 12, dirigida à UE e liderada pelo primeiro-ministro britânico, não fazer referência «à situação social» nem à «difícil situação em que inúmeros cidadãos nosso compatriotas se encontram». David Cameron chegou a Bruxelas lembrando que a Grã-Bretanha, juntamente com outros 11 países europeus, definiu um conjunto de medidas, que a UE pode tomar para ajudar a impulsionar o crescimento. O Presidente da Comissão Europeia fez estas afirmações perante os 27, numa Cimeira que os líderes europeus queriam que tivesse um tom positivo e representasse um virar de página, mas que acabou por ficar manchada pelos números do desemprego, anunciados horas antes pelo Gabinete de Estatísticas da UE." [Fonte]

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publicado por Joao Pedro Dias às 23:48

Rajoy vai pedir a Bruxelas alívio na redução do défice

Quarta-feira, 22.02.12

Depois de ter assinado, conjuntamente com o Primeiro-Ministro britânico, a carta dirigida às instituições europeias pedindo uma aposta reforçada nas políticas de crescimento económico e não apenas na austeridade, o chefe do governo espanhol continua activo no plano europeu. E a actuar liberto de qualquer dependência de Berlim. Assim, após visita a Londres e cimeira com Cameron, vem anunciar que no domínio do seu programa de ajustamento económico considera um suicídio passar de 8% de défice no ano passado para 4,4%, a meta definida para este ano. Mariano Rajoy vai por isso pedir a Bruxelas um alívio nesta meta, possibilitando a fixação de um novo valor acima dos 5%. É conveniente estar atento a este pedido espanhol e à resposta que poderá surgir de Bruxelas - implicitamente poderá ser aberta a oportunidade de reavaliar os programas de ajustamento em curso. E assim ser criada uma janela de oportunidade, a nível europeu, para reajustar os ajustamentos em curso.

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publicado por Joao Pedro Dias às 22:34

Razões de uma não assinatura (II)

Quarta-feira, 22.02.12

Em post anterior referimo-nos à carta impulsionada por David Cameron e subscrita por 12 Chefes de governo da UE, dirigida a Durão Barroso e a Herman van Rompuy, pedindo uma aposta da UE numa estratégia de crescimento que não assente apenas em medidas de austeridade, carta essa não subscrita por Pedro Passos Coelho. E deixámos a dúvida - se Pedro Passos Coelho não assinou a carta por não concordar com o seu conteúdo ou por não ter sido convidado a fazê-lo. Finalmente, hoje, surgiu a resposta. O Diário de Notícias vem esclarecer a situação. Pedro Passos Coelho não terá assinado a carta por ser considerado um Primeiro-Ministro alinhado com as teses de Angela Merkel. Por outras palavras - não foi convidado a assiná-la. Percebe-se que a situação concreta do nosso país, com uma soberania diminuída e limitada, coloque restrições e limitações à nossa actuação no contexto da UE. Mas sermos vistos como uma extensão informal do governo alemão ou um incondicional seguidor das teses de Berlim não parece ser o melhor cartão de visita para quem quiser recuperar a sua dignidade de Estado soberano. Para além de ir ao arrepio da nossa história, que sempre nos aproximou mais de Londres que de Berlim. Quando este governo tomou posse, um dos votos formulados em matéria de política europeia foi o de que soubéssemos reconquistar o nosso lugar na UE apesar do resgate que éramos alvo. Pelos vistos o voto ainda não se realizou.

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publicado por Joao Pedro Dias às 20:53

Cimeira Cameron - Rajoy em Downing Street

Terça-feira, 21.02.12

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publicado por Joao Pedro Dias às 23:34

A carta que Pedro Passos Coelho não assinou

Segunda-feira, 20.02.12

Herman van Rompuy, President of the European Council

José Manuel Barroso, President of the European Commission


We meet inBrusselsat a perilous moment for economies acrossEurope. Growth has stalled. Unemployment is rising. Citizens and businesses are facing their toughest conditions for years. As many of our major competitor economies grow steadily out of the gloom of the recent global crisis, financial market turbulence and the burden of debt renders the path to recovery inEuropemuch harder to climb.


Europehas many fundamental economic assets. But the crisis we are facing is also a crisis of growth. The efforts that each of us are taking to put our national finances on a sustainable footing are essential. Without them, we will not lay the foundations for strong and lasting economic recovery. But action is also needed to modernise our economies, build greater competitiveness and correct macroeconomic imbalances. We need to restore confidence, among citizens, businesses and financial markets, inEurope’s ability to grow strongly and sustainably in the future and to maintain its share of global prosperity.


We discussed these issues when we last met. It is right that we discuss them again. Building on the conclusions we have previously reached, it is now time to show leadership and take bold decisions which will deliver the results that our people are demanding. We welcome the steps being taken, nationally and at the European level, to address this challenge and look forward to agreeing further concrete steps at our next meeting, with action focused on eight clear priorities to strengthen growth.


First, we must bring the single market to its next stage of development, by reinforcing governance and raising standards of implementation. The Commission’s report to the June European Council should set out clear and detailed actions needed to enhance implementation and strengthen enforcement.


Action should start in the services sector. Services now account for almost four fifths of our economy and yet there is much that needs to be done to open up services markets on the scale that is needed. We must act with urgency, nationally and at the European level, to remove the restrictions that hinder access and competition and to raise standards of implementation and enforcement to achieve mutual recognition across the single market. We look forward to the Commission report on the outcome of sectoral performance checks and call on the Commission to fulfil its obligation under the services directive to report comprehensively on efforts to open up services markets and to make recommendations for additional measures, if necessary in legislation, to fulfil the internal market in services.


Second, we must step up our efforts to create a truly digital single market by 2015. The digital economy is expanding rapidly but cross-border trade remains low and creativity is stifled by a complex web of differing national copyright regimes. Action is needed at the EU level to provide businesses and consumers with the means and the confidence to trade on-line, by simplifying licensing, building an efficient framework for copyright, providing a secure and affordable system for cross-border on-line payments, establishing on-line dispute resolution mechanisms for cross-border on-line transactions and amending the EU framework for digital signatures. We should build on the recent proposals of the Commission, without reopening the e-commerce directive, to create a system that balances the interests of consumers, businesses and rights holders, and spurs innovation, creative activity and growth. We must also continue our efforts to build modern infrastructure to provide better broadband coverage and take-up and extend and promote e-government services to simplify the start up and running of businesses and aid the mobility of workers.


Third, we must deliver on our commitment to establish a genuine, efficient and effective internal market in energy by 2014. All member States should implement fully the Third Energy Package, swiftly and in recognition of agreed deadlines. Energy interconnection should be enhanced to help underpin security of supply. Urgent action is also needed, nationally and where appropriate collectively, to remove planning and regulatory barriers to investment in infrastructure to release the potential of the single market and support green growth and a low-emissions economy. We look forward to the Commission’s forthcoming communication on the functioning of the internal market, which should include an assessment of the degree of liberalisation and energy market opening in member States. We also commit to making concrete progress towards the development of a Single European Transport Area and establishing the Connecting Europe Facility.


Fourth, we must redouble our commitment to innovation by establishing the European Research Area, creating the best possible environment for entrepreneurs and innovators to commercialise their ideas and create jobs, and putting demand-led innovation at the heart ofEurope’s research and development strategy. We must also act decisively to improve investment opportunities for innovative start-ups, fast-growing companies and small businesses, by creating an effective EU-wide venture capital regime which allows venture capital funds to operate on a pan-European basis, assessing a proposal for an EU venture capital scheme building on the EIF and other financial institutions in cooperation with national operators, and agreeing a new EU-wide programme, modelled on the Small Business Innovation Research scheme, to promote more effective use of pre-commercial public procurement to support innovative and high tech businesses. Reforms to create an effective and business-friendly system of intellectual property protection remain a very high priority.


Fifth, we need decisive action to deliver open global markets. This year we should conclude free trade agreements withIndia,Canada, countries of the Eastern neighbourhood and a number of ASEAN partners. We should also reinforce trade relations with countries in the southern neighbourhood. Fresh impetus should be given to trade negotiations with strategic partners such as Mercosur andJapan, with negotiations withJapanlaunched before the summer, provided there is progress on the scope and ambition of a free trade agreement. The deals that are currently on the table could add €90 billion to EU GDP.


But we must go further too. We need to inject political momentum into deepening economic integration with the US, examining all options including that of a free trade agreement; seek to deepen trade and investment relations with Russia, following its accession to the WTO; and launch a strategic consideration of our trade and investment relationship with China, with a view to strengthening our economic ties and reinforcing commitment to rules-based trade. Recognising the benefits that open markets bring, we should continue our efforts to strengthen the multilateral system, including through the Doha Development Agenda, strive for multilateral and plurilateral agreements in priority areas and sectors, and resist protectionism and seek greater market access for our businesses in third countries. Above all, we must reject the temptation to seek self-defeating protectionism in our trade relations.


Sixth, we need to sustain and make more ambitious our programme to reduce the burden of EU regulation. We welcome the commitments made by the institutions to reduce burdens on small businesses but urge further and faster progress across the EU institutions while maintaining the integrity of the single market and theUnion’s wider objectives. We should assess the scope for ambitious new EU sectoral targets and agree new steps to bring tangible benefits to industry. We should also make a very clear and visible statement of our intention to support micro-enterprises and ask the Commission to present detailed proposals to achieve this, including possible amendments to existing legislation. We also ask the Commission to publish an annual statement identifying and explaining the total net cost to business of regulatory proposals issued in the preceding year.


Seventh, we must act nationally and, respecting national competences, collectively to promote well functioning labour markets which deliver employment opportunities and, crucially, promote higher levels of labour market participation among young people, women and older workers. Special attention should also be given to vulnerable groups that have been absent from the labour market for long periods. We should foster labour mobility to create a more integrated and open European labour market, for example by advancing the acquisition and preservation of supplementary pension rights for migrating workers, while respecting the role of the social partners. We should also take further action to reduce the number of regulated professions inEurope, through the introduction of a tough new proportionality test set out in legislation. In this context, we ask the Commission to convene without delay a new forum for the mutual evaluation of national practices to help identify and bring down unjustified regulatory barriers, examine alternatives to regulation which ensure high professional standards and assess the scope for further alignment of standards to facilitate mutual recognition of professional qualifications.


Finally, we must take steps to build a robust, dynamic and competitive financial services sector that creates jobs and provides vital support to citizens and businesses. Implicit guarantees to always rescue banks, which distort the single market, should be reduced. Banks, not taxpayers, should be responsible for bearing the costs of the risks they take. While pursuing a level playing field globally, we should commit irrevocably to international binding standards for capital, liquidity and leverage with no dilution, ensuring that EU legislation adheres toBasel3 standards to ensure financial stability and meet the financing needs of our economies. Banks should be required to hold appropriate levels and forms of capital in line with international criteria, without discrimination between private and public equities. We also call for rigorous implementation of the G20 principles on banking sector remuneration in line with existing EU legislation.


Each of us recognises that the plan we propose requires leadership and tough political decisions. But the stakes are high and action in many of these areas is long overdue. With bold and effective action and strong political will we can recoverEurope’s dynamism and put our economies back on the path to economic recovery. We urge you and the European Council to answer our peoples’ call for reform and to help restore their confidence inEurope’s ability to deliver strong and sustainable growth.


We are copying this letter to colleagues on the European Council.

David Cameron

Prime Minister of the United Kingdom

 

Mark Rutte, Prime Minister of the Netherlands | Mario Monti, Prime Minister of Italy | Andrus Ansip, Prime Minister of Estonia | Valdis Dombrovskis, Prime Minister of Latvia | Jyrki Katainen, Prime Minister of Finland | Enda Kenny, Taoiseach, Republic of Ireland | Petr Nečas, Prime Minister of the Czech Republic | Iveta Radičová, Prime Minister of Slovakia | Mariano Rajoy, Prime Minister of Spain | Fredrik Reinfeldt, Prime Minister of Sweden | Donald Tusk, Prime Minister of Poland

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publicado por Joao Pedro Dias às 20:11

Cameron disposto a vetar taxa europeia sobre transações financeiras

Domingo, 08.01.12

O primeiro-ministro britânico diz-se disposto a vetar qualquer tentativa para aplicar um imposto nas transações financeiras na União Europeia. David Cameron acredita que impor um imposto desse tipo no espaço comunitário sem que isso seja feito noutras partes do Mundo pode prejudicar o mercado laboral e a prosperidade da Europa. Cameron defende que “a ideia de uma nova taxa europeia, que não é aplicada noutros locais, é desaconselhável” e garante que irá “bloquear” a iniciativa, “exceto se o resto do Mundo concordar ao mesmo tempo nalgum tipo de imposto global”. Grande promotora da chamada taxa “Tobin” – idealizada pelo Nobel da Economia James Tobin -, a França mostrou-se disposta a aplicá-la no país e pretende avançar com legislação para esse efeito antes das presidenciais de Abril. Quando propôs a taxa, na sexta-feira, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, defendeu que “quando compramos um apartamento em qualquer parte do Mundo, pagamos uma taxa; quando vamos ao supermercado, pagamos taxas; mas quando fazemos uma transação financeira, não pagamos taxa. Quem é que pode compreender uma regra destas?”. Sarkozy debaterá certamente a ideia com a chanceler alemã, Angela Merkel, em Berlim, no encontro desta segunda-feira que serve para preparar a cimeira de Bruxelas a 30 de Janeiro. Apesar da França se dizer disposta a avançar sozinha, a Alemanha e a Itália defendem uma taxa com aplicação em toda a União Europeia." [Fonte]

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publicado por Joao Pedro Dias às 19:02

À França os seus agricultores, ao Reino Unido os seus bancos

Sexta-feira, 16.12.11

"Acusado de isolacionismo por causa da sua posição clara na cimeira da UE de 9 de dezembro, sobre o crescimento e o pacto de estabilidade, David Cameron está apenas a proteger, tal como outros líderes europeus, os interesses vitais do seu país, escreve uma colunista britânica. As acusações de “isolamento” feitasa David Cameron desde que, no Conselho Europeu de sexta-feira, desafiou os seus parceiros europeus, podem ser prematuras. Os checos também já perguntam, alto e bom som, porque é que um novo tratado tem de ser vinculativo para países que ainda nem sequer aderiram ao euro. O primeiro-ministro finlandês avisou que não concorda com a transferência de soberania. A Irlanda, muito provavelmente, terá de realizar um referendo. Os governos holandês e sueco precisam do apoio dos partidos da oposição que se mostram rebeldes.  Estão a aparecer fendas num acordo que, de qualquer maneira, não vai salvar o continente. A queda do euro, nos últimos três dias, prova que os mercados sabem que a receita alemã de austeridade sem crescimento não é a solução. Defender os banqueiros nunca seria uma posição popular – apesar da opinião pública britânica mostrar que veementemente que odeia mais a UE do que os bancos. Então, porque é que Cameron decidiu entrar na batalha pela City? Nas informações que recebeu na semana passada era evidente a profunda mudança de atitude da UE, nos últimos anos, em relação à City. Até 2007 a regulamentação da UE trabalhou, em grande parte, a favor de Londres, criando condições equitativas nos serviços financeiros. Depois, as coisas começaram a mudar. As preocupações legítimas com a crise financeira, articularam-se convenientemente com o ressentimento contra a proeminência de Londres, expresso na alegria com que Nicolas Sarkozy classificou a nomeação de um francês como comissário do Mercado Interno como “uma derrota para o capitalismo anglo-saxónico”.  

Tamanho único para todos

A questão não é a taxa sobre transações financeiras, em relação à qual o Reino Unido mantém o seu veto. Mas sim as 29 diretivas que estão em cima da mesa da UEe o novoregulador financeiro da UE que supervisiona todos os países. É o choque fundamental entre o desejo da UE que quer impor uma regra do género “tamanho-único-que-serve-a-toda-a-gente” aos oito mil bancos da Europa e a visão anglo-americana segundo a qual a ação deve ser adaptada ao risco. O reino Unido quer obrigar os maiores bancos a manterem mais capital do que a UE permite. A mais recente imposição da UE defende que as câmaras de compensação que usam euros nas suas transações devem estar localizadas dentro da zona euro. É uma tentativa flagrante para transferir os negócios de Londres para Paris e para Frankfurt – e um flagrante ataque ao mercado único. Acusar Cameron de tentar minar o mercado único, tal como o fez esta semana o presidente da Comissão Europeia, é uma vergonhosa distorção dos factos. Os espanhóis vetam nas pescas; os franceses vetam na Política Agrícola Comum; e até os alemães exercem algum bloqueio para defenderem a sua indústria automóvel. Na noite de quinta-feira, o governo britânico defendeu, simplesmente, igualdade de tratamento para a City e não um estatuto especial. Mas foi considerado excessivo: uma resposta extraordinária e uma demonstração drástica da perda de influência que o Reino Unido tem sofrido nos últimos anos. O que vai acontecer agora que o primeiro-ministro não conseguiu obter o que queria? Muitos observadores da City temem que Londres passe a ser cada vez mais discriminada com a regulamentação da UE e que os bancos norte-americanos e alemães, quando tiverem de fazer despedimentos, comecem por fazer esses cortes de pessoal em Londres. Outros, dizem que os bancos norte-americanos se instalam em Londres porque é um bom sítio para fazer negócios e que ninguém desocupa 60 andares de um prédio de escritórios com ligações digitais caras da noite para o dia. 

Uma porta para o mundo

O futuro da City está em ser uma porta para o mundo, não apenas para a Europa. O Reino Unido dá origem a mais empréstimos transfronteiriços do que qualquer outro país. O nosso mercado de câmbios é o maior do mundo, o nosso setor segurador é o terceiro maior do mundo. Enquanto o crescimento da Europa se evapora, a verdadeira concorrência a Londres está em Hong Kong e Singapura, não em Frankfurt ou em Paris e nem sequer em Nova Iorque. O grande desafio e agarrar esse negócio.  Independentemente da forma como se olha para este assunto, a diplomacia é horrível. O Reino Unido não quer causar problemas ao euro ou ser visto como tal. Os nossos parceiros estão a fazê-lo muito bem sozinhos, sem a nossa ajuda. Se o Banco Central Europeu, na semana passada, não tivesse atirado uma boia de salvação aos bancos da Europa, avançando-lhes crédito praticamente ilimitado, estaríamos agora a assistir a uma derrota em vez de uma oscilação dos mercados.  Na semana passada, ninguém conseguiu o que queria. Os franceses queriam que o BCE emitisse mais moeda. Os alemães queriam consagrar as novas regras de comportamento económico com toda a força das instituições da UE. Outros, incluindo o Reino Unido, queriam que a Alemanha percebesse que, enquanto não aceitar a sua responsabilidade na crise da zona euro, a moeda continuará em derrocada." [Fonte]

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publicado por Joao Pedro Dias às 03:25

David Cameron défend au Parlement son refus d'un nouveau traité

Segunda-feira, 12.12.11

"Nous sommes dans l'Union européenne et nous voulons y ." Lundi 12 décembre, le premier ministre britannique, David Cameron, a réaffirmé la volonté de la Grande-Bretagne de rester membre à part entière de l'UE, tout en défendant, devant le Parlement de Londres, sa décision de rester à l'écart de la réforme des institutions européennes. Une séance particulièrement mouvementée, où l'opposition travailliste, menée par Ed Miliband, n'a cessé de mettre en garde contre un "isolement" de la Grande-Bretagne face au reste de l'Union européenne. Le travailliste a jugé que le veto de David Cameron était "mauvais pour les affaires, mauvais pour l'emploi et mauvais pour la Grande-Bretagne". Il a dénoncé "le désastre diplomatique de 26 pays allant de l'avant et un pays restant en arrière".

 

NICK CLEGG, GRAND ABSENT DU DÉBAT

 

Mais plus que les débats ou les justifications de Cameron, c'est l'absence du vice-premier ministre, Nick Clegg, qui a retenu toute l'attention. Le numéro deux du gouvernement et leader des libéraux-démocrates avait déjà pris ses distances ce week-end, après la décision de Cameron de ne pas s'engager dans le nouveau traité européen. Une position qui avait fait craindre pour l'équilibre de la coalition au pouvoir. Alors qu'il devait prendre la parole pendant cette séance cruciale, Nick Clegg a choisi de marquer de nouveau son désaccord, en ne se présentant pas sur les bancs de la chambre. L'opposition n'a pas manqué de le faire remarquer, à l'image de son représentant, Ed Miliband, qui a ainsi noté non sans ironie qu'il était difficile de convaincre le peuple "quand on ne peut pas convaincre son adjoint". "Où est Nick Clegg?", ont crié à plusieurs reprises les députés travaillistes, dans une séance au niveau sonore "particulièrement assourdissant", notait ainsi la BBC. Pour calmer le feu des critiques, Nick Clegg a cependant déclaré après la séance qu'il ne pensait pas que les gens "s'intéresseraient autant à qui siège à la Chambre des communes". "Le premier ministre et moi-même avons clairement des positions divergentes sur le sommet de la semaine dernière", cependant la coalition "est là pour rester [jusqu'en 2015]", a-t-il affirmé, balayant ainsi les rumeurs d'un éclatement du partenariat entre libéraux-démocrates et conservateurs.

 

OUVERT AU DIALOGUE

 

Malgré ces difficultés, David Cameron a de nouveau justifié sa décision. Il a ainsi expliqué qu'il s'était rendu à Bruxelles la semaine dernière avec l'espoir qu'un accord à vingt-sept y serait trouvé, mais qu'il était de son devoir de demander des garanties pour son pays. "L'appartenance du Royaume-Uni à l'Union européenne est vitale à notre intérêt national", a-t-il toutefois ajouté, précisant qu'il souhaitait le succès du nouvel accord en préparation pour la zone euro et qu'il accueillerait de manière constructive toute proposition de ses partenaires. Une position relativement confortable pour le premier ministre, qui bénéficie du soutien populaire. Selon un sondage publié lundi (lien payant) dans le Times, une majorité de Britanniques (57 %) estiment qu'il a eu raison. Même chez les électeurs du parti libéral-démocrate, près de la moitié (49 %) soutiennent le veto.

 

CAMERON ET SON "AMI" SARKOZY

 

Concernant les relations entre Londres et Paris, David Cameron a assuré qu'il restait "en extrêmement bons termes avec [son] ami Nicolas Sarkozy", malgré l'affrontement ayant conduit Londres à se dissocier de la réforme du traité européen adoptée par ses 26 partenaires. Le chef du gouvernement britannique a formulé sa déclaration d'amitié en prenant soin d'éluder la question d'un député qui lui demandait s'il allait désormais soutenir François Hollande, candidat socialiste donné favori par les sondages à cinq mois de l'élection présidentielle en France, et partisan d'une renégociation du nouveau traité européen. "Je me contenterai de dire une chose, c'est que le chef de l'opposition en France a eu le mérite de nous dire ce qu'il pensait" de l'accord, a encore déclaré M. Cameron, pour affirmer aussitôt qu'il en allait différemment de l'opposition travailliste britannique. Les médias britanniques ont assuré depuis samedi que le veto britannique avait provoqué une sérieuse dégradation de la relation Cameron-Sarkozy. Ils en veulent pour illustration une vidéo montrant le président paraissant "snober" le premier ministre qui lui tendait la main, à l'issue du clash bruxellois vendredi." [Fonte]

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publicado por Joao Pedro Dias às 20:14

Estilhaços de Bruxelas: coligação britânica dividida sobre resultado da cimeira europeia

Domingo, 11.12.11

"O vice-primeiro-ministro e líder dos liberais-democratas britânicos, Nick Clegg, criticou a actuação de David Cameron na última cimeira europeia, afirmando que o veto de Londres à revisão do Tratado de Lisboa é “mau para o Reino Unido” que poderá ficar “isolado e marginalizado” na União Europeia. Clegg, que logo após a cimeira se absteve de apontar o dedo ao líder conservador, decidiu hoje quebrar o silêncio, mostrando o quão graves podem ser para a coligação governamental as cedências feitas pelo líder conservador às posições dos seus deputados mais eurocépticos. “Estou amargamente desiludido com o resultado da cimeira desta semana, precisamente porque acredito que é um risco o Reino Unido ficar isolado e marginalizado dentro da UE”, afirmou o líder dos lib-dem, o mais pró-europeu dos partidos britânicos, numa entrevista à BBC. “Não creio que seja bom para o emprego, para a City ou qualquer outro lugar, não creio que seja bom para o crescimento ou para as famílias de Norte a Sul do país”, acrescentou Clegg, lembrando que a UE é o principal parceiro comercial e destinatário de 40 por cento das exportações britânicas. Após uma longa maratona negocial, Cameron usou o seu direito de veto – algo inédito desde a adesão do país à UE, em 1973 – para impedir que as regras que se destinam a garantir maior responsabilidade fiscal aos países da zona euro fossem incluídas no Tratado de Lisboa, obrigando assim todos os Estados-membros. Um acordo a 27 era visto como decisivo para demonstrar a seriedade do plano para salvar o euro, mas Cameron exigiu como contrapartida garantias de que a City londrina (responsável por dez por cento do PIB do país) poderia ser excluída das novas regras de regulação financeira que a UE pretende adoptar – uma condição que os restantes consideraram inaceitável. Perante o bloqueio britânico, os países da zona euro decidiram avançar para negociações com vista à adopção de um acordo intergovernamental, a que se juntaram depois os restantes nove Estados que não aderiram ao euro, deixando Londres isolado. De regresso a Londres, o líder conservador ouviu os aplausos da bancada conservadora e da imprensa eurocéptica – uma sondagem publicada hoje pelo "Mail on Sunday" revela que 62% dos britânicos aprovam a actuação de Cameron – mas tanto empresários como analistas económicos temem que este isolamento prejudique, mais do que salvaguarde, a economia britânica. E a actuação ameaça criar de novo fricções entre os dois partidos da coligação. Na entrevista desta manhã, Clegg lamentou a “intransigência” da França e do Reino Unido e admitiu que a pressão dos eurocépticos deixou Cameron “numa posição muito difícil”. No entanto, disse que para ele era “insustentável” vir a público defender o veto, tendo em conta as graves consequências que a decisão pode ter para o país." [Fonte]

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publicado por Joao Pedro Dias às 21:13

Merkel quer reunião dos 17 líderes da zona euro à margem do Conselho a 27

Quinta-feira, 08.12.11

"A chanceler alemã Angela Merkel defendeu hoje à chegada ao Conselho Europeu, em Bruxelas, que os líderes dos 17 países da zona euro deveriam reunir-se à parte, no quadro da cimeira a 27 que decorre entre hoje e sexta-feira. Merkel, que tem vindo a reclamar alterações aos Tratados da União Europeia, para reforçar a disciplina orçamental, disse que não sabe se tal será possível através de um compromisso que implique os 27 Estados-membros da União Europeia ou apenas os 17 países que partilham a moeda única, defendendo a propósito que estes deveriam reunir-se separadamente. O anterior Conselho Europeu, a 27, realizado no final de Outubro, já foi acompanhado de uma cimeira apenas dos chefes de Estado e de Governo da zona euro. A possibilidade de alterar os Tratados parece cada vez mais ganhar forma, mas subsistem muitos pontos de interrogação, tais como se as alterações devem cobrir todos os 27 Estados-membros da UE, se apenas os 17 da zona euro, já que o primeiro ministro britânico, David Cameron, já advertiu que pode não assinar qualquer novo tratado se não obtiver garantias suficientes para proteger os interesses do Reino Unido. Alterações mais imediatas, sem consultas populares, e com o objectivo de estancar o quanto antes a crise do euro, ou uma revisão mais profunda do Tratado de Lisboa, e com maior intervenção do BCE, são as opções em cima da mesa, não sendo de excluir a coexistência de ambas. À chegada a uma reunião que muitos consideram absolutamente decisiva para o futuro do euro, a chanceler alemã defendeu que os líderes europeus têm de encontrar soluções para restaurar a "credibilidade" do euro, parcialmente perdida, o que segundo Berlim passa inevitavelmente por alterações aos tratados, para reforçar a disciplina orçamental comum." [Fonte]

 

Não deverá ser dada por descartada a possibilidade de a senhora Chanceler desejar uma cimeira do eurogrupo, paralela ao ConselhoEuropeu, por neste encontrar mais resistências do que aquelas que estaria à espera relativamente a muitas das propostas que leva para o Conselho Europeu, apesar de tudo, sempre será mais fácil lidar com 17 do que com 27, impor a sua agenda a 17 e não a 27. É uma possibilidade que não pode ser dada por excluída....

 

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publicado por Joao Pedro Dias às 18:45






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