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Angela Merkel recusa eurobonds "enquanto for viva" em vésperas de cimeira

Terça-feira, 26.06.12
A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou hoje que, "enquanto for viva" não aceitará a mutualização das dívidas públicas na zona euro, através, nomeadamente, da emissão dos chamados eurobonds. Citada por deputados dos Liberais do FDP, um dos partidos da coligação de centro direita em Berlim, após uma reunião com o respectivo grupo parlamentar, Merkel opôs-se assim a planos de altos responsáveis da União Europeia, como o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, para uma responsabilização conjunta entre os países da moeda única. Segundo as mesmas fontes, Merkel justificou a sua posição também com o facto de na Alemanha ainda não haver emissões conjuntas de dívida pública entre os 16 Estados federados, mais de 60 anos depois da fundação da República Federal da Alemanha. As palavras atribuídas a Merkel surpreenderam os comentadores políticos, porque até agora a linha oficial do executivo germânico tem sido afirmar que, de momento a mutualização de dívidas na zona euro não é o meio adequado para combater a crise, sem excluir totalmente, no entanto, o recurso aos "eurobonds" no futuro. Pouco antes de se reunir com os deputados do FDP, Merkel esteve com os deputados democratas-cristãos do seu grupo parlamentar e, segundo várias fontes, não utilizou aqui a expressão "enquanto for viva" para afastar responsabilidades comuns pelas dívidas dos parceiros europeus. Colocou reservas, no entanto, aos planos apresentados hoje pelo presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, pelo presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, pelo presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e pelo presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker - por encargo dos chefes de Estado e de governo da União Europeia - para uma profunda reforma comunitária, incluindo responsabilidades comuns pelas dívidas públicas. Os quatro dirigentes europeus defenderam também uma união de bancos que garanta em conjunto os depósitos das instituições financeiras europeias, propostas igualmente recusada por Berlim. O plano em questão será debatido no Conselho Europeu de quinta e sexta-feira, mas vários responsáveis do Governo alemão, além da própria chanceler, já deixaram claro que rejeitam o essencial do seu articulado, sobretudo devido a uma eventual falta de equilíbrio entre um reforço da acção conjunta e a responsabilização de cada um dos países membros. Para a chefe do governo alemão, há um desequilíbrio entre o processo para mutualizar as dívidas soberanas e o calendário de integração da União Europeia a nível orçamental, financeiro e bancário. Uma proposta de Van Rompuy sobre a transferência de soberania para Bruxelas, de acordo com Merkel, poderia desencadear uma rápida coletivização da dívida soberana dos países da zona euro, uma situação a que Berlim se opõe liminarmente, considerando que, antes disso, é preciso uma união orçamental.

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publicado por Joao Pedro Dias às 18:17

Ex-chanceler Schmidt acusa Governo alemão de visitar mais o Médio Oriente do que Lisboa ou Atenas

Domingo, 04.12.11

Outra das vozes de ontem que devem ser ouvidas e escutadas hoje. E que, à semelhança das anteriores que se têm feito ouvir (Kohl, Delors...) é implacável para com a política europeia de Merkel. Como não é possível estarem todos enganados ao mesmo tempo, a prudência mandaria escutar os seus conselhos e aprender com os seus ensinamentos...

 

"O ex-chanceler alemão Helmut Schmidt (SPD) criticou neste domingo o actual ministro dos Negócios Estrangeiros, Guido Westerwelle (liberal, FDP), de “visitar mais vezes o Médio Oriente do que Lisboa ou Atenas”, apelando a mais solidariedade de Berlim para os parceiros europeus. Schmidt tem discordado frontalmente da política europeia da chanceler Angela Merkel (CDU) e atribui a chamada crise do euro à “conversa fiada” de jornalistas e políticos, fazendo uma clara profissão de fé na integração europeia. “Não podemos esquecer que a reconstrução da Alemanha após a guerra não teria sido possível sem o apoio dos parceiros ocidentais e, por isso, temos o dever histórico de mostrar solidariedade com outros países, o que se aplica especialmente à Grécia”, disse Schmidt num comício que antecedeu a abertura do congresso dos sociais-democratas (SPD), em Berlim, e em que participaram cerca de 9000 pessoas. Schmidt advertiu ainda contra eventuais demonstrações de força da Alemanha perante os parceiros europeus, afirmando que o nacionalismo alemão “causa sempre incómodo e preocupação nos vizinhos”. Na opinião do decano da política germânica que, aos 92 anos, continua a ser uma figura marcante da vida do país, a confiança na política alemã “sofreu danos, devido a erros na política externa e ao poder económico exercido” por Berlim. Se a Alemanha “cair na tentação de asumir um papel de liderança na Europa, os vizinhos vão defender-se cada vez mais”, advertiu Schmidt, que não usou da palavra nos últimos congressos do SPD, depois de, em 1998, ter apoiado abertamente a candidatura a chanceler de Gerhard Schroeder. “É fundamental para os interesses estratégicos que a Alemanha não fique isolada de novo”, acrescentou o economista que dirigiu os destinos da Alemanha entre 1974 e 1982. “Entretanto, sou um homem muito velho e a favor de uma completa integração porque se a União Europeia não conseguir actuar em conjunto alguns países ficarão marginalizados. E isso será muito perigoso porque atiçará os velhos conflitos entre a periferia e o centro da Europa”, sublinhou Schmidt." [Fonte]

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publicado por Joao Pedro Dias às 03:25

A façanha e a falácia

Domingo, 27.03.11

A CDU da chanceler alemã Angela Merkel deve perder hoje o estado-federado de Baden-Württemberg, que governou durante 58 anos, mostram sondagens à boca das urnas. Uma coligação entre Verdes e os sociais-democratas do SPD, em que o partido ecologista é a maior força, deve obter uma votação combinada de 48,5 por cento. Os cristãos-democratas de Merkel (CDU) e os Liberais Democratas (FDP), seus parceiros no Governo nacional, devem ficar-se apenas por 43 por cento. Face a esta previsão ocorre constatar que conseguir perder Baden-Württemberg, dominado há quase 60 anos pela CDU, é uma façanha política. Só ao alcance de Angela Merkel. E atribuir esse feito à questão nuclear é somar uma falácia à façanha. Merkel está a perder eleição atrás de eleição porque, pese os resultados económicos alcançados, não tem estatura, perfil ou carisma para lidar uma potência como a Alemanha. Para mal da Alemanha e da Europa. E nosso.

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publicado por Joao Pedro Dias às 23:14

Fundo de emergência para a estabilização do euro e eleições na Renânia do Norte-Vestefália

Domingo, 09.05.10
  1. Os Ministros das Finanças da UE concretizam acordo a que chegaram na sexta-feira os chefes de Estado e governo da zona euro e anunciam a criação de um fundo europeu de emergência para a estabilização do euro no montante de 750MM€. A responsabilidade pela capitalização deste fundo cabe em ‎440 MM€ aos Estados Membros da UE, em 60 MM€ à Comissão europeia e em 250 MM€ ao FMI. O Reino Unido já anunciou que não contribuirá para o fundo. Brown, derrotado nas urnas mas agarrado ao poder, parece ter esquecido que em 1992 a própria libra foi alvo dos ataques dos especuladores...
  2. A coligação que governa a Alemanha, composta pelos democratas cristãos da CDU, liderados pela chanceler Angela Merkel, e pelo Partido Liberal (FDP) perdeu as eleições locais na Renânia do Norte-Vestefália. Trata-se de uma derrota penalizadora e com consequências que vão muito para além do âmbito estadual da Renânia do Norte-Vestefália. Perdendo o governo da região, Merkel perde a maioria de que dispunha no Bundesrat, a Câmara Alta do Parlamento federal. Um golpe duro para a chefe do governo de Berlim, a mesma que, recorde-se, tem condicionado a agenda política europeia aos seus interesses nacionais com o mesmo despudor com que traiu e abandonou à sua sorte o ex-chanceler Helmut Kohl, artífice da reunificação alemã e mentor de uma «Alemanha europeia» em detrimento de uma Europa germanizada.

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publicado por Joao Pedro Dias às 19:27






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