Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Eleições presidenciais em França.

Domingo, 22.04.12

Em síntese e sobre a primeira volta das eleições presidenciais francesas já se podem retirar as seguintes ilações - a partir dos resultados concretos e não das expectativas ou opiniões dos comentadores: a direita conseguiu 53% dos votos totais. A soma dos votos da esquerda fica-se pelos 47%. A direita continua, assim, maioritária. E Sarkozy só não volta a ganhar se os 20% de Marinne Le Pen não forem para ele. Todavia, para ganhar, Sarkozy necessita tanto do eleitorado de Marine Le Pen quanto do eleitorado centrista e moderado de François Bayrou. Ora, virando-se para Le Pen, Sarkozy arrisca-se a perder o centro; e virando-se para o centro, arrisca-se a perder os votos da extrema-direita. O candidato saltitão tem, pois, pela frente, mais um difícil exercício de contorcionismo político. Talvez o mais difícil da sua carreira. Nessa medida, Hollande tem a vida facilitada - os votos à sua esquerda estão praticamente garantidos. É da conjugação de todas estas variáveis que se irá fazer a segunda volta destas eleições presidenciais. E, nessa medida e a essa luz, o resultado final não pode ser dado por adquirido. Se em nenhuma eleição o pode, nesta por maioria de razão o poderá. O que significa que tão inconsequente pode vir a ser a vitória de Hollande, qual vitória de Pirro, quanto a derrota de Sarkozy. Foi este, em síntese, o sentido do comentário produzido por gentil convite da TSF e que pode ser escutado aqui.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Joao Pedro Dias às 22:48

As pérolas de Sarkozy

Quinta-feira, 05.04.12

[Sevilha] Corre célere a campanha eleitoral francesa, Mas o que devia ser tempo de reflexão e discussão séria, torna-se tempo de disparate e de asneira: Sarkozy tem duas «pérolas» que são indignas de um chefe de Estado de um dos mais relevantes Estados da UE - alerta os franceses para o que está a acontecer em Espanha (e os mercados respondem-lhe afundando a bolsa de Madrid) e anuncia que, se reeleito, equacionará a suspensão das contribuições francesas para o orçamento comunitário. Qual das duas, a mais lamentável! A infelicidade, dos franceses e da Europa, é que a alternativa a Sarkozy se limite a ser François Hollande. Por mim, com pena de não votar em França, continuo fiel ao centrismo moderado e democrata-cristão de François Bayrou.... 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Joao Pedro Dias às 21:22