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Antevendo mais um Conselho Europeu

Quinta-feira, 28.06.12

Inicia-se hoje mais uma cimeira do Conselho Europeu. Durante semanas a fio foi transmitida a ideia da completa e absoluta transcendência desta reunião para a adopção das medidas indispensáveis à «salvação» do euro, à resolução das crises das dívidas soberanas, ao avanço nos domínios da integração económica e monetária, especialmente nas suas componentes bancária e orçamental, ao lançamento de um processo que chegou a ser assumido como de refundação da própria União Europeia a lançar nesta Cimeira e a decorrer até final do corrente ano. Em suma - eram grandes as expectativas e estava alta a fasquia. Dum momento para o outro, sem que se tenha bem percebido o como e o porquê, tudo se esvaiu, tudo se desfez, todas as ilusões se desmoronaram. Bastou a Sra Merkel ter classificado como "desproporcionadas" as propostas de trabalho formuladas por van Rompuy - Durão Barroso - Jean-Claude Junhcker - Mario Draghi e ter reiterado a sua oposição à mutualização das dívidas públicas dos Estados-Membros, relembrando que nem na República Federal existe um tal mecanismo entre os diferentes Länder; bastou o Presidente Hollande aparentar ter desistido (pelo menos para já) dos eurobonds e o Presidente Durão Barroso ter proclamado que não se deviam esperar milagres desta Cimeira - para a fasquia rastejar, para as esperanças ruirem e esta se arriscar a enfileirar no extensíssimo rol das Cimeiras da decepção, aquelas que muito prometem e pouco (ou quase nada) logram alcançar. É mais uma evidência e mais um exemplo do estado de esquizofrenia verdadeiramente bipolar que caracteriza a União dos nossos dias.

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publicado por Joao Pedro Dias às 01:10

Angela Merkel recusa eurobonds "enquanto for viva" em vésperas de cimeira

Terça-feira, 26.06.12
A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou hoje que, "enquanto for viva" não aceitará a mutualização das dívidas públicas na zona euro, através, nomeadamente, da emissão dos chamados eurobonds. Citada por deputados dos Liberais do FDP, um dos partidos da coligação de centro direita em Berlim, após uma reunião com o respectivo grupo parlamentar, Merkel opôs-se assim a planos de altos responsáveis da União Europeia, como o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, para uma responsabilização conjunta entre os países da moeda única. Segundo as mesmas fontes, Merkel justificou a sua posição também com o facto de na Alemanha ainda não haver emissões conjuntas de dívida pública entre os 16 Estados federados, mais de 60 anos depois da fundação da República Federal da Alemanha. As palavras atribuídas a Merkel surpreenderam os comentadores políticos, porque até agora a linha oficial do executivo germânico tem sido afirmar que, de momento a mutualização de dívidas na zona euro não é o meio adequado para combater a crise, sem excluir totalmente, no entanto, o recurso aos "eurobonds" no futuro. Pouco antes de se reunir com os deputados do FDP, Merkel esteve com os deputados democratas-cristãos do seu grupo parlamentar e, segundo várias fontes, não utilizou aqui a expressão "enquanto for viva" para afastar responsabilidades comuns pelas dívidas dos parceiros europeus. Colocou reservas, no entanto, aos planos apresentados hoje pelo presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, pelo presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, pelo presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, e pelo presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker - por encargo dos chefes de Estado e de governo da União Europeia - para uma profunda reforma comunitária, incluindo responsabilidades comuns pelas dívidas públicas. Os quatro dirigentes europeus defenderam também uma união de bancos que garanta em conjunto os depósitos das instituições financeiras europeias, propostas igualmente recusada por Berlim. O plano em questão será debatido no Conselho Europeu de quinta e sexta-feira, mas vários responsáveis do Governo alemão, além da própria chanceler, já deixaram claro que rejeitam o essencial do seu articulado, sobretudo devido a uma eventual falta de equilíbrio entre um reforço da acção conjunta e a responsabilização de cada um dos países membros. Para a chefe do governo alemão, há um desequilíbrio entre o processo para mutualizar as dívidas soberanas e o calendário de integração da União Europeia a nível orçamental, financeiro e bancário. Uma proposta de Van Rompuy sobre a transferência de soberania para Bruxelas, de acordo com Merkel, poderia desencadear uma rápida coletivização da dívida soberana dos países da zona euro, uma situação a que Berlim se opõe liminarmente, considerando que, antes disso, é preciso uma união orçamental.

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publicado por Joao Pedro Dias às 18:17

Líderes europeus preparam reestruturação "de fundo"

Domingo, 03.06.12

A Comissão Europeia, o Conselho da União Europeia, o Banco Central Europeu (BCE) e o Eurogrupo estarão a preparar um plano global, encomendado pelos líderes da UE, para uma reestruturação "de fundo" da zona euro. De acordo com o jornal alemão Welt am Sonntag, citado pela agência EFE, o plano abrangente deverá ser apresentado na próxima cimeira no final de junho. Os presidentes do Conselho da UE, Herman van Rompuy, da Comissão Europeia, Durão Barroso, do BCE, Mario Draghi e o presidente do Eurogrupo, Jean Claude Juncker terão ficado com esta responsabilidade na última cimeira informal realizada a 23 de maio. Os líderes das instituições europeias deverão elaborar, segundo o jornal, uma espécie de "roteiro" que afetará a "todos os níveis" a UE. O objetivo é que o "projeto revolucionário" seja discutido, aprovado e adotado o mais tardar até final do ano. Van Rompuy, Barroso, Junker e Draghi trabalharão quatro áreas: reformas estruturais, união financeira, união orçamental e união política. O resultado será uma nova UE, refere o Welt am Sonntag. De acordo com o jornal, o plano incluirá medidas concretas para impulsionar o crescimento e não se concentrará unicamente na austeridade, a via preconizada até agora pelo governo de Angela Merkel. O BCE estará a preparar-se para agir mais eficazmente e dotar-se de mecanismos centralizados de supervisão na banca. O objetivo do "roteiro", cujo ponto alto será a união orçamental, é estar mais bem preparado para situações como a atual e responder à pressão internacional para superar a crise na zona euro, após dois anos de emergência permanente. O jornal alemão lembra que a própria chanceler alemã apontou a necessidade de ser desenhado um programa abrangente para a zona euro esta semana ao referir que se deveria refletir sobre como deve evoluir a Europa "nos próximos cinco a 10 anos". Merkel manifestou disponibilidade para alterar certas posições até agora consideradas "inamovíveis", resultado quer das pressões dos parceiros europeus, quer dos opositores políticos.

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publicado por Joao Pedro Dias às 17:45

França e Luxemburgo insistem que é preciso debater a criação de euro-obrigações

Quarta-feira, 30.05.12

«O presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, e o ministro francês das Finanças, Pierre Moscovici, defenderam nesta quarta-feira a necessidade de a zona euro discutir a criação de obrigações europeias, um dossier que o Presidente francês, François Hollande, prometeu recolocar no debate europeu. Jean-Claude Juncker, primeiro-ministro luxemburguês e líder do Eurogrupo enquanto responsável pelas Finanças do seu país, recebeu Pierre Moscovici na sede do Governo do Governo luxemburguês. Pierre Moscovici reiterou a posição do Governo francês para que a zona euro crie um mecanismo de emissão de obrigações europeias (títulos de dívida). A proposta, que considerou importante e estrutural, “está sempre em cima da mesa”. Na conferência de imprensa que se seguiu à reunião, o ministro francês das Finanças reconheceu, numa referência à oposição alemã à mutualização da dívida dos países da moeda única, que existem pontos de vista que “não são idênticos” na Europa. Juncker lembrou, por seu lado, que propôs em 2010 a criação de obrigações europeias. Mas, nessa altura, sublinhou, o debate foi relativizado na Europa. Agora, a questão deve ser objecto de debate, insistiu. Em Novembro, a Comissão Europeia apresentou um estudo sobre três modelos possíveis de euro-obrigações, possibilidade que foi nessa altura criticada por responsáveis alemães. O reforço da integração da zona euro através de uma “união bancária”, a que apelou hoje o executivo comunitário, foi também abordada no final da reunião de Juncker e Moscovici. A propósito das recomendações económicas que Bruxelas emitiu nesta quarta-feira, observando que França poderá precisar de um esforço adicional para cumprir o objectivo do défice em 2013, o ministro francês das Finanças garantiu que a segunda maior economia do euro “respeitará os seus compromissos em termos de finanças públicas”. França vai cumprir a meta do défice de 4,5% este ano e de 3% no próximo, assegurou Moscovici.» [Fonte]

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publicado por Joao Pedro Dias às 21:44

França mostra reservas sobre disponibilidade alemã para liderar Eurogrupo

Terça-feira, 29.05.12

«O primeiro-ministro francês, Jean-Marc Ayrault, mostra reservas sobre uma eventual nomeação do ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, para a liderança do Eurogrupo, criticando a estratégia de combate à crise pela via da austeridade, e ao insistir que o sucessor de Jean-Claude Juncker tem de colocar o crescimento no topo das prioridades. A posição francesa foi assumida por Jean-Marc Ayrault numa entrevista publicada nesta segunda-feira no site da revista L’Express, onde é abordada a disponibilidade do governante alemão para liderar o fórum informal que reúne os ministros das Finanças dos 17 países da zona euro. Questionado sobre se a escolha de Schäuble para o Eurogrupo é “impensável”, o primeiro-ministro francês não assume uma posição clara. Mas critica o discurso que tem dominado as posições de Schäuble sobre o caminho para a resolução da crise das dívidas, em particular, a situação na Grécia. Os cidadãos “estão cansados deste clima de austeridade sem perspectivas, que cria argumentos para os populismos”, atira, depois de insistir na prioridade do crescimento para devolver “um novo futuro com confiança” à Europa. “Os alemães fizeram muitos esforços para a sua reunificação, são exigentes sobre a capacidade de cada país em controlar as suas contas públicas. Mas o problema é hoje o crescimento e o fosso que aumenta entre a Europa do Norte e do Sul”, observa. Por isso não se compromete sobre qual dos ministros com assento no Eurogrupo é que França vai apoiar para a liderança deste fórum informal. Desvaloriza a disponibilidade do governante conservador alemão para suceder ao luxemburguês Juncker, eleito em Janeiro de 2010 e cujo mandato termina a 17 de Julho. E reforça o que François Hollande defendeu uns dias antes de tomar posse como Presidente, quando este elogiou o trabalho de Juncker considerando útil o seu papel para defender o crescimento como via para inverter a estratégia de resolução da crise. Na pequena parte da entrevista onde são abordadas directamente as questões económicas europeias, a Grécia domina as preocupações do primeiro-ministro socialista francês. Reitera o apoio de Paris sobre a permanência do país na moeda única. E, neste caso, frisa a convergência de posição com a Alemanha. “Esperamos, como os alemães, e como a imensa maioria dos gregos, que continue na zona euro. É preciso dizer [à Grécia] que a Europa não a vai deixar cair, nomeadamente utilizando melhor os fundos estruturais, mas que têm reformas a fazer, por exemplo, a fiscal”. Sobre o dossier francês para a criação de obrigações europeias, Jean-Marc Ayrault frisa vagamente que “tudo deve estar em cima da mesa”, acrescentando que as incertezas em torno da situação grega obrigam a “abordar todas as hipóteses”. “As eurobonds, François Hollande disse-o, são uma perspectiva. Enquanto isso, o Mecanismo Europeu de Estabilidade pode desempenhar um papel mais [relevante] do que o esperado. Tenho confiança no pragmatismo dos nossos parceiros alemães”.» [Fonte]

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publicado por Joao Pedro Dias às 21:23

Eurolândia prepara novo salto na integração

Quinta-feira, 24.05.12

«Os países da zona euro estão a ponderar aprofundar de forma significativa a sua união económica e monetária ao assumir um plano que poderá incluir um sistema europeu de garantias bancárias, um regime europeu de supervisão do sistema bancário e a emissão comum, a prazo, de dívida pública através de eurobonds (obrigações europeias). O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, foi mandatado pelos líderes para desenvolver estas e outras pistas e apresentar dentro de pouco mais de um mês um relatório com as opções possíveis e um método de trabalho para as desenvolver. Este temas foram acertados pelos líderes da União Europeia (UE) durante o jantar informal que os reuniu na quarta-feira à noite para debater "sem tabus" pistas de estímulo à economia e novas possibilidades de aprofundamento da integração europeia para responder à crise da dívida. Van Rompuy trabalhará com o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, o presidente do eurogrupo, Jean-Claude Juncker, e presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi. O tema voltará a ser abordado pelos líderes na próxima cimeira europeia de 28 e 29 de Junho. O presidente do Conselho Europeu confirmou que a questão dos eurobonds – um dos temas potencialmente mais controversos devido às divergências entre os governos, a começar pela França e Alemanha –, foi "abordada rapidamente por vários líderes durante o encontro que terminou depois da uma hora da manhã. Mas, frisou, a questão foi invocada "no quadro do aprofundamento a longo prazo da união económica e monetária". "Ninguém pediu a sua introdução imediata", frisou, lembrando que é uma questão que "levará tempo". O Presidente francês, François Hollande, o primeiro-ministro italiano, Mario Monti, e Jean-Claude Juncker foram os principais defensores de um mecanismo destinado a permitir aos 17 membros do euro a partilha, de forma solidária, dos riscos da dívida emitida em comum de modo a baixar as taxas de juro dos países com maiores dificuldades de financiamento no mercado. A chanceler alemã, Angela Merkel, assumiu uma posição bem mais prudente, ao afirmar que os títulos de dívida em comum "não contribuem para relançar o crescimento na zona euro". "Respeito a opinião" da chanceler, afirmou Hollande, lembrando que, segundo a posição alemã, os eurobonds são um ponto de chegada de um processo de integração política, económica e financeira.  O presidente do BCE assumiu uma posição semelhante ao afirmar que "os eurobonds só fazem sentido se houver uma união orçamental".Pedro Passos Coelho, primeiro ministro português, considerou igualmente que os eurobonds "não são uma resposta para a situação actual" e "correspondem a um estado de evolução da integração política e económica que deve ser acelerado" mas "não corresponde nesta altura a um salto qualitativo que objectivamente esteja ao nosso alcance". Passos frisou ainda que "não há uma oposição do governo português de princípio à ideia" e que esse avanço poderá ser concretizado no quadro de uma maior integração financeira, económica e política".A Françaconsidera, ao invés que os eurobonds constituem "um ponto de partida", afirmou Hollande explicando que "por isso, os debates vão continuar".  O Presidente francês deixou no entanto claro que "não houve um conflito ou um confronto" entre os líderes e que houve mesmo outros países "muito mais firmemente contra" os eurobonds do que a chanceler. Merkel também disse que o debate sobre este tema foi "muito equilibrado". [Fonte]

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publicado por Joao Pedro Dias às 10:36

Alemanha rejeita proposta de Hollande para eurobonds

Segunda-feira, 21.05.12

«A Alemanha rejeitou hoje a proposta do novo Presidente francês, François Hollande, à margem da cimeira do G8, para a introdução de eurobonds na zona euro, considerando-a "a receita errada no momento errado". "No momento atual, não vejo motivos para mudarmos de rumo, a introdução de eurobonds seria a receita errada no momento errado, e teria efeitos secundários contraproducentes", disse o secretário de Estado das finanças alemão, Steffen Kampeter, à emissora pública de rádio Deutschlandfunk. Na opinião de Kampeter, a base para uma política orçamental comum na Europa "é, em primeira linha, o Tratado Orçamental", e não a emissão de títulos conjuntos de dívida pública europeia, os chamados eurobonds. Uma tal emissão permitiria aos países da moeda única com dificuldades de acesso aos mercados de capitais financiarem-se em condições mais favoráveis. Em contrapartida, países como a Alemanha, que beneficiam de juros muito baixos para se financiar nos referidos mercados, teriam de pagar mais. O Governo de Angela Merkel tem recusado sistematicamente a emissão de eurobonds, considerando-os uma forma de mutualizar as dívidas públicas na zona euro. Berlim tem alertado também para o risco de uma tal medida poder contribuir para afrouxar os esforços de consolidação orçamental e de redução da dívida pública dos países da moeda única com elevados défices estruturais. Após uma reunião do G8, em Camp David (EUA), o novo chefe de Estado francês, François Hollande, anunciou, no entanto, que irá fazer propostas para incrementar o crescimento económico na União Europeia no Conselho Europeu Extraordinário de quarta-feira, em Bruxelas, incluindo a emissão de eurobonds. "Não estarei sozinho a fazer essas propostas", sublinhou Hollande. Nas declarações à Deutschlandfunk, Kampeter advertiu também o Presidente francês contra uma eventual interligação entre a questão dos eurobonds e a escolha do novo presidente do eurogrupo. Segundo o semanário Der Spiegel, Hollande coloca reticências à eleição para este cargo do atual ministro das finanças alemão, Wolfgang Schäuble, após a saída do atual titular, Jean-Claude Juncker. "Uma tal interligação de temas bem diferentes lançaria uma luz menos boa sobre a necessidade de consolidação orçamental na Europa, e não traria vantagens políticas e económicas aos países que estão a implementá-la", disse Kampeter. O responsável alemão esclareceu também que Berlim recusa também programas de apoio à conjuntura que signifiquem novo endividamento, ao contrário do novo Governo francês. "O que é preciso é melhorar as condições para que haja crescimento através de reformas estruturais que não pesem nos orçamentos", referiu Kampeter.» [Fonte]

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publicado por Joao Pedro Dias às 18:08

Carta de convite do Presidente Van Rompuy para o próximo Conselho Europeu

Quarta-feira, 29.02.12

«É com o maior prazer que venho convidar V. Exa. a participar na reunião do Conselho Europeu que terá lugar em Bruxelas nos próximos dias 1 e 2 de Março de 2012.


Após a tradicional reunião com o Presidente do Parlamento Europeu e a foto de família, às 18h45 Helle Thorning-Schmidt presidirá a uma curta reunião sobre a eleição do Presidente do Conselho Europeu para o período de 1 de Junho de 2012 a 30 de Novembro de 2014. Jean-Claude Juncker proporá então que seja designado o Presidente da Cimeira do Euro.


Iniciaremos o nosso jantar de trabalho às 19h30, começando com as questões económicas.


Este Conselho Europeu concluirá a primeira fase do "Semestre Europeu", oferecendo orientações para as políticas económicas e orçamentais dos Estados-Membros. No passado recente aprovámos uma estratégia – a "Europa 2020" – e acordámos os seus objetivos; como afirmado na carta sobre o crescimento do Presidente Barroso, o verdadeiro desafio situa-se ao nível da implementação. A presente reunião do Conselho Europeu deve servir para identificar as prioridades em que os Estados-Membros se deverão concentrar a nível nacional.


Para estimular o debate, enviarei um documento destinado a ilustrar alguns dos desafios cruciais que enfrentamos. Jean-Claude Juncker fará então uma resenha dos acontecimentos mais recentes na área do euro. Depois disso, voltaremos à questão da Sérvia, no seguimento das nossas conclusões de dezembro de 2011. Por último, ainda durante o jantar, voltaremos à questão do alargamento do espaço Schengen.


Na sexta-feira, será assinado às 9h00 o Tratado sobre Estabilidade, Coordenação e Governação na União Económica e Monetária (UEM).»

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publicado por Joao Pedro Dias às 15:55

Juncker propõe comissário europeu para a Grécia

Quarta-feira, 29.02.12
"Em entrevista ao jornal Die Welt, Jean-Claude lamentou que as autoridades gregas «não tenham querido até agora» adoptar a sua infraestrutura económica aos padrões europeus. O primeiro-ministro do Luxemburgo propôs a criação de um novo comissário europeu para a Grécia, uma vez que as estruturas económicas da Grécia «não são comparáveis» com as restantes. Em entrevista ao jornal alemão Die Welt, Jean-Claude Juncker lamentou que as autoridades gregas «não tenham querido até agora» adoptar a sua infraestrutura económica aos padrões europeus, o que obriga a que sejam «auxiliados nbas reformas». «Não se trata de um comissário da poupança, mas de construção, que acumule as competências da comissão da União Europeia para a Grécia», explicou." [Fonte]

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publicado por Joao Pedro Dias às 08:27

Sucesso da cimeira europeia ameaçado por falta de acordos

Terça-feira, 25.10.11

"A horas de arrancar uma cimeira decisiva sobre o euro, multiplicam-se os sinais de desentendimento entre os parceiros europeus. E enquanto procuram salvar a moeda única, a Itália dá mais uma dor de cabeça à zona euro. Em Bruxelas, joga-se o futuro da Europa. Em Roma, o futuro da coligação. Os líderes europeus partem para a cimeira de Bruxelas na quarta-feira com a máxima pressão dos mercados para fechar um acordo sobre resolução da crise europeia, ao mesmo tempo que o primeiro-ministro de Itália, Silvio Berlusconi, tenta com o principal aliado da coligação governamental, a Liga do Norte, superar a tempo as divisões para cumprir uma missão que a Europa lhe exige – um acordo para aprovar mais austeridade. A perspectiva de ser finalizado um amplo acordo entre os chefes de Estado e de Governo da União Europeia e da zona euro amanhã em Bruxelas foi sublinhado pelo presidente do eurogrupo, o luxemburguês Jean-Claude Juncker. Mas a horas da cimeira, os líderes europeus têm ainda por decidir a forma de reduzir parte substancial da dívida grega detida pelos privados, o planeamento de recapitalização de bancos europeus e a forma de alargar a capacidade de intervenção do fundo de socorro do euro (FEEF). São as questões centrais que se jogam em Bruxelas.O fundo, agora composto por 440 mil milhões de euros (parte dos quais já utilizados no apoio aos países em dificuldades, como Portugal), deverá ser reforçado de modo a evitar o contágio a países como a Espanha e Itália. E uma das estratégias, segundo avançou a agência Reuters, poderá passar pela formação de um veículo especial de investimento, cujo capital poderia contar com a participação do FMI, bem como de fundos soberanos. Se a proposta avançar, já não seria necessário um esforço financeiro adicional (via garantias) dos países europeus. Isto depois de a França ter cedido às posições alemãs e desistido da ideia de permitir ao FEEF financiar-se junto do Banco Central Europeu (BCE).Mostrando-se confiante num acordo duradouro, Juncker sublinhou a urgência de envolver “ao máximo” o Fundo Monetário Internacional (FMI) no plano de resolução da crise, sendo o fundo uma das instituições da troika que acordou os programas de ajustamento externo à Grécia, à Irlanda e a Portugal.


Alemanha contra intervenção do BCE
Outro sinal de que a cimeira de chefes de Estado e de Governo da UE e da zona euro está longe de ser um sucesso garantido veio de Angela Merkel. Questionada sobre uma versão preliminar de preparação da cimeira que dava conta do desejo dos líderes europeus de que o BCE continue a aplicar “medidas não convencionais no actual ambiente extraordinário que se vive nos mercados financeiros”, a chanceler alemã disse que “essa frase não tem” o acordo alemão. Um sinal de que permanecem os desentendimentos entre a Alemanha e outros parceiros europeus, nomeadamente a França, sobre o papel que o BCE deve desempenhar na resolução da crise. Merkel, para explicar o desacordo alemão em relação a esta matéria, disse que não queria uma declaração de políticos a dizerem ao BCE aquilo que deve fazer. Entre as medidas não convencionais aplicadas pela autoridade monetária está a compra de Obrigações de Tesouro de países da moeda única no mercado secundário. À parte do optimismo revelado pelo presidente do eurogrupo, o Conselho Europeu anunciou o cancelamento das reuniões preparatórias dos ministros das Finanças da UE e da zona euro antes da cimeira de líderes. Uma decisão anunciada com parcas explicações e conhecida a meio da tarde, quando nos mercados financeiros já se antecipava um fecho em baixa nas bolsas europeias: -2,1% em Lisboa, -1,43% em Paris, -1,41% em Frankfurt e -1,06% em Milão. Um sentimento negativo que se prolongou em Nova Iorque, onde os índices encerraram negativos: o índice Dow Jones -1,69% e o Nasdaq -2,28%.

Ameaça de crise política em Itália
A dominar as preocupações europeias está ainda a Itália, que, para mal da vontade dos parceiros europeus, permanece sem acordo interno para aprovar mais reformas estruturais a tempo do Conselho Europeu. Angelino Alfano, até Julho ministro da Justiça e actual secretário-geral do Povo da Liberdade, o partido de Berlusconi, mostrava-se ao final da tarde confiante num acordo que ponha fim ao impasse com a Liga do Norte e permita novas medidas de austeridade, como o aumento da idade da reforma para os 67 anos. No intervalo entre a cimeira do último domingo e a que decorre amanhã, cresceram os sinais nos mercados perante uma crise política iminente em Itália. Os juros da dívida italiana a dez anos (o prazo de referência) subiram nos mercados secundários para próximo dos 6%, no dia em que Umberto Rossi, líder da Liga do Norte, assumiu que o executivo está “em risco”. Numa demonstração de unidade, contrária às divisões veiculadas pela Liga do Norte, Alfano veio mais tarde sustentar que os dois partidos estão unidos quanto à resposta que Itália quer “mostrar à Europa". Uma resposta “sobre o que fizemos e o que pretendemos fazer”." [Fonte]

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publicado por Joao Pedro Dias às 22:21