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Construindo a União Europeia

Terça-feira, 28.09.10

N’O Público de hoje, sob o título em epígrafe, Vital Moreira escreve que «a aprovação, pelo Parlamento Europeu, na semana passada, do pacote legislativo sobre as autoridades europeias de supervisão financeira não é somente a mais importante das lições retiradas da crise bancária e financeira oriunda dos Estados Unidos há dois anos mas também um enorme passo em frente na construção institucional da União Europeia. Haverá mais regulação, mais supervisão e mais Europa. […] Para mais, este pacote legislativo pôde beneficiar do voto favorável de uma vasta convergência política, desde PPE aos socialistas europeus, só ficando de fora os grupos anti-europeístas do costume, designadamente a “Esquerda Unida Europeia” (que integra os deputados do PCP e do BE) e a direita nacionalista, que preferiram votar contra ou abster-se. Como se vê, uma reforçada legitimidade política para esta verdadeira revolução na edificação constitucional europeia». Subscrevo na íntegra.

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publicado por Joao Pedro Dias às 00:55

Eurodeputados portugueses no Parlamento Europeu

Quarta-feira, 18.08.10

Um estudo hoje divulgado mostra-nos que na hora de votar em Estrasburgo os eurodeputados portugueses preferem a cor da família política à bandeira do País. Desde o início da legislatura, só quatro vezes os portugueses no PE romperam com a linha ideológica para se unirem no sentido de voto, num voto de feição nacional. Segundo o site VoteWatch, responsável pelo estudo, só espanhóis e eslovacos estiveram menos alinhados. O momento mais mediático da desunião dos portugueses foi a reeleição de Durão Barroso. Embora os socialistas – à excepção de Ana Gomes – tenham rompido com a abstenção do seu grupo para votarem no Presidente da Comissão, os eurodeputados eleitos pelo BE e PCP votaram contra Barroso. Estranhar esta realidade é não perceber a essência da câmara parlamentar europeia. Esperar encontrar «votos nacionais» oriundos de deputados de diferentes origens ideológicas é procurar uma realidade diferente do Parlamento Europeu. Neste, a pluralidade é mais política do que nacional; a divergência mais ideológica do que territorial. Nada de estranhar, pois, nos resultados do estudo no que ao sentido de voto dos deputados europeus diz respeito. O que talvez não seja tão natural é constatar-se o nível de abstencionismo de alguns deles. E se Diogo Feio é o único que nunca faltou a uma sessão plenária, entre os mais faltosos contam-se Paulo Rangel, Rui Tavares e Elisa Ferreira. Em nome da transparência no exercício dos respectivos mandatos, espera-se uma palavra de justificação pública deste incumprimento do mandato recebido do eleitorado.

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publicado por Joao Pedro Dias às 01:58